Arte do Renascimento: Características, Pintura e Arquitetura


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A arte do Renascimento foi um movimento, literário e filosófico dos séculos XV e XVI, originado na Itália e em seguida ampliado para outras regiões da Europa.

A civilização do Renascimento é vista como “mãe” da que a sucedeu no Ocidente. A consagração desse conceito deve-se sobretudo a dois historiadores que viveram no século XIX, o francês Jules Michelet e o suíço Jacob Burckhardt. Especialmente nas obras de Michelet, o Renascimento aparece como antítese absoluta da Idade Média.



Nesta, a ciência e a própria natureza teriam sido banidas da experiência humana, e o homem teria abdicado de sua liberdade; Arte do Renascimento, com a retomada da sabedoria da Antiguidade clássica, marcaria a “descoberta do mundo e do homem”.

Arte do Renascimento

No início do século XV, a belíssima catedral da rica cidade de Florença apresentava um problema: faltava-lhe a cúpula. A construção do templo, iniciada em 1294, chegara até o “tambor” octogonal, com 40 m de diâmetro, destinado a sustentar a cúpula, mas depois disso os trabalhos haviam sido interrompidos.

Ao serem retomados, já no século XV, o espírito da Arte do Renascimento, inclusive a arquitetura. O problema, portanto, era duplo.



Em primeiro lugar, tratava-se de construir, dentro do novo estilo, uma cúpula que se assentaria sobre um edifício medieval (gótico toscano), sem provocar grande contraste visual.

Em segundo lugar, devido às enormes dimensões da cúpula, era praticamente impossível erigi-la recorrendo-se às tradicionais estruturas de sustentação feitas de madeira.

Filippo Brunelleschi, natural da própria Florença, foi quem conseguiu solucionar satisfatoriamente os dois aspectos da questão. Escultor e ourives notável, além de arquiteto, Brunelleschi estudara as construções antigas de Roma e dominava as técnicas greco-romanas.

O projeto que apresentou era de uma cúpula composta de duas calotas, uma externa e outra interna, separadas por um interstício; isso permitiria distribuir melhor o peso da enorme construção de alvenaria.

Por outro lado, essas calotas seriam formadas de tijolos dispostos segundo o esquema “espinha de peixe”, entre uma armação de vigas de pedra. Isso possibilitaria erguer as paredes da cúpula sem necessidade de sustentação externa. A proposta de Bruneileschi foi aceita em 1420, e a construção da cúpula foi em concluída em 1436.

Pintura

A pintura tem apenas duas dimensões (largura e altura); a técnica da perspectiva, porém, possibilita representar também a terceira dimensão – a profundidade.

Essa técnica foi estudada e aplicada por todos os artistas renascentistas, a partir de Bninelleschi e do genovês-florentino Leon Battista Alberti.

As obras de Paolo Ucceilo são fundamentais para o estabelecimento da perspectiva como cânone estético. Na sua Batalha de São Romano (1456-60).



Arquitetura

Em 1414, foi encontrado no Mosteiro de Monte Cassino um manuscrito de Marco Vitrilvio, arquiteto e engenheiro que viveu em Roma no século 1 a. C.

Tratava-se de um compêndio de arquitetura onde se explicavam, entre outras coisas, as diversas maneiras de construir uma cidade. Graças à invenção da imprensa, o manuscrito foi transformado em livro e difundiu-se por toda a Europa.

Assim, iniciou-se o debate sobre o tema “cidade ideal”, do qual participaram alguns dos artistas mais importantes da Renascença.

Surgiram projetos grandiosos (muitos dos quais ficaram no papel), como o de Antonio Averulino, arquiteto também conhecido pelo nome de Filarete, que projetou para Francesco Sforza, o senhor de Milão.

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Imagem- arteeducacaodf.blogspot.com.br