História do Cinema: Origem, Como Surgiu e Quem criou

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28 de dezembro de 1895, Paris. Em frente à entrada do Grand Café, no n°14 do Boulevard des Capucines, está exposto um vistoso cartaz a cores no qual está escrito em letras imensas: “Cinématographe Lumière”.

Alguns transeuntes são atraídos por aquela extraordinária palavra, “cinematógrafo “, e entram no local, onde estão arrumadas algumas fileiras de cadeiras diante de uma grande tela branca.

Que é que a gente vai ver naquela tela? – alguém pergunta. – Dizem que fotografias em movimento… Na sala, as luzes se apagam. O público, emocionado, prende a respiração.

Um barulho de engrenagens que começam a funcionar, uma nuvem de fumaça branca que se espalha pelo local… A grande tela se ilumina, e aparece unia locomotiva a vapor que corre em direção aos espectadores.

Fascinados, estes observam aquelas imagens trêmulas, e se dão conta de estar assistindo a alguma coisa memorável. E era exatamente isso: aquelas pessoas estavam assistindo aos primeiros passos da História do Cinema.

Veremos aqui Tudo sobre a História do Cinema!

História do Cinema: Origem e como surgiu

pois da invenção da fotografia – uma imagem fixa da realidade -, no fim do século XIX procurou-se conseguir imagens em movimento.

O problema, de caráter exclusivamente técnico, seria resolvido com um aparelho que projetasse as imagens à mesma velocidade em que eram tomadas.

Com efeito, o princípio em que se baseiam as imagens em movimento já era conhecido havia dois mil anos e, no século XIX, fora aplicado em brinquedos como o zootrópio.

Esse princípio, o da persistência da imagem, baseia-se no fato de que uma imagem persiste ou permanece impressa na retina por uma fração de segundo após o término da visão.

Se, por exemplo, girarmos rapidamente um cigarro no escuro, nós veremos um círculo luminoso e contínuo, Analogamente, se Lima sdrie de fetos 6 projetada h velocidade de 24 fotogramas por segundo (a velocidade padrão dos filmes de hoje), as imagens se fundem na retina dando a impressão de movimento.

Quem criou o Cinema?

Quem criou o Cinema? Bom, não se pode atribuir a invenção do cinema a uma única pessoa. Ela foi o resultado do trabalho de muitos pioneiros, sendo que três deles deram uma contribuição decisiva: o americano George Eastman que, em 1889, inventou o filme fotográfico de celuloide.

William Dickson sócio do inventor Thomas Alva Edison, que construiu um aparelho capaz de registrar no filme de celuloide 46 imagens por segundo; e, por fim, o próprio Edison, que criou o cinetoscópio, aparelho que reproduz o efeito de movimento pela projeção de fotografias fixas sucessivas.

A partir desse invento, em 1895, na França, os irmãos Louis e Auguste Lumière construíram o cinematógrafo propriamente dito. Um aparelho de projeção de fotografias animadas.

Primeiros espetáculos

O primeiro espetáculo público da história da história do cinema consistia de dez curtíssimos documentários, entre os quais: a saída dos operários da fábrica Lumiêre; o jogo de cartas; a demolição de um muro; o desfile militar; ondas do mar e a chegada de um trem.

O jornal parisiense La Poste comentou assim esses filmes: “E a vida pela vida. O movimento da existência cotidiana”.

Primeiros Filmes do Cinema

O francês George Méliês, ilusionista e inventor de brinquedos, foi o primeiro a contar histórias com argumento, trama e atores.

O “mago de Montreuil”, como era chamado, realizou filmes fantásticos como Viagem à Lua e A Conquista do Pólo, utilizando diversas novas técnicas de filmagem. Algo que mudaria a História do Cinema.

Uma fusão, exposição múltipla, uso de maquetes, truques ópticos, precursores do que hoje chamamos de “efeitos especiais”. Foi uma explosão de fantasia graças à qual o cinema nasceu.

Quando perguntamos “Quem criou o Cinema?” Não podemos esquecer dos maiores contribuidores para arte.

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Cinema Mudo: A marca de uma História

A História do Cinema mudo é imortal também devido aos filmes cômicos. A comédia tornou-se um gênero clássico graças à contribuição de atores magistrais, e alcançou altíssimos níveis poéticos e interpretativos por obra de Charlie Chaplin e BusterKeaton, entre outros.

Charlie Chaplin, ator e diretor inglês radicado em Hollywood, criou, em 1924,0 imortal personagem Carlitos, o homenzinho símbolo da liberdade e dignidade do homem contra todas as formas de violência social.

Keaton, apelidado de “cara de pedra”, levou para a tela um personagem sempre sério c imperturbável diante de quaisquer adversidades.

Unia máscara trágica que, paradoxante, resulta numa irresistível comicidade, símbolo tragicômico da solidão humana e do absurdo da vida.

O filme mudo foi uma forma de arte em si. Era uma meio de comunicação universal, que podia ser entendido por qualquer pessoa em qualquer lugar.

Naturalmente, os filmes mudos não eram desprovidos de som. A maioria era projetada com um acompanhamento musical executado, de acordo com a importância do filme e da sala cinematográfica, por um pianista ou por uma orquestra.

A evolução do Cinema

Graças ao sistema Vita phone, que permitia a reprodução simultânea de imagens e sons em 6 de outubro de 1927 morreu o cinema mudo e nasceu o cinema falado.

Naquele dia, os espectadores presentes à estréia do filme O Cantor de Jazz, dirigido por Alan Crosland e produzido pela Warner Bros.

Quase não acreditaram em seus ouvidos quando ouviram AI Jolson cantar, quase em perfeita sincronia com as imagens. Nascia ali o cinema com som. Outra coisa que mudaria a História do Cinema.

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O Cinema de hoje

Nos últimos trinta anos na História do Cinema teve muitos grandes momentos: a preocupação social do free cinema (cinema independente) inglês; a metamorfose do cinema americano nos anos 70 o glorioso crepúsculo do western.

A valorização das cinematografias emergentes na  América Latina e Ásia; a descoberta das novas fronteiras da ficção científica de 2001 Uma Odisséia no Espaço, Guerra nas Estrelas e Blade Runner.

Hoje, o cinema enfrenta numerosos problemas: o superpoder da televisão e a progressiva disseminação do videocassete, a diminuição do número de espectadores.

O progressivo fechamento de salas, as insistentes notícias a respeito de uma crise irreversível- Apesar disso o “velho” cinema se encaminha para completar um século de vida em boa saúde.

Qual é o seu segredo? A capacidade de ainda ser uma inexaurível fonte de emoções, entretenimento, maravilha e ternura.

Existe uma bela imagem de um filme recente: uma enorme lua cheia brilhando na tela, atravessada pela bicicleta de um menino que consegue salvar um pequeno alienígena, náufrago na Terra, da maldade dos homens, levando-o consigo num voo surrealista e poético.

E uma viagem extraordinária, inesquecível e comovente de E.T., filme dirigido por Steven Spielberg, que prega a amizade e a solidariedade como valores universais.

Um conto de fadas moderno com final feliz, aparentemente fruto de mirabolantes e sofisticados efeitos especiais, mas na verdade inspirado na vontade de maravilhar e de se maravilhar própria do cinema dos primórdios e de sua eterna magia.

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Fontes: 1, 2, 3
imagens: maxiverso.com.br, blog.365filmes.com.br, coxinhanerd.com.br

História da Dança – Contexto, Importância, Origem e Evolução

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Pés batendo no chão, braços erguidos, mãos espalmadas. movimentos dos quadris e dos ombros… Na praça de uma aldeia, no palco de um teatro ou sobre a areia do deserto…

Em todos os lugares e em todos os tempos, homens e mulheres dançam: ouvem o ritmo, marcam o tempo e, então, seu corpo inteiro descreve e expressa a alegria, a beleza, a vida. Assim começa a História da Dança!

Origem

A História da Dança é uma das mais antigas formas de expressão da humanidade, encontrada em rituais mágico-religiosos, nas festas e celebrações de uma comunidade ou, ainda, quando o aspecto estético adquire predominância, como uma manifestação artística.

As crianças, logo que conseguem ficar em pé, ensaiam pulinhos ritmados: temos a impressão de que sabem dançar antes mesmo de haver aprendido a andar.

História da Dança – O que é Dança?

A dança pode ser definida como a organização rítmica do movimento, e, assim, sua prática c também sua história são ligadas à música embora ambas atividades possam existir de modo separado. Como imaginar o nascimento de uma dança?

Na História da Dança, a procura de um gesto, a imitação de um animal (como no teatro ou na pantomima) podem ocorrer em silêncio, mas, ao se compor urna sequência de movimentos do corpo, criam-se simultaneamente uma dança com um ritmo.

O bater dos pés da solo e a repetição do gesto podem ser acompanhados com a voz ou com palmas; ainda hoje, na África negra, o principal acompanhamento da dança é o tambor.

Contexto

No ritmo da vida. Nas sociedades primitivas de ontem e de hoje, a dança ocupa um lugar de grande destaque. Dança-se para cada evento importante da vida: nascimento, matrimônio, funeral.

Atividade de um só indivíduo ou de todo o grupo, a dança estabelece e renova o vínculo entre os membros da comunidade; acompanha o trabalho na lavoura, da semeadura à colheita, ou em cerimônias especiais .

Há danças reservadas às mulheres, algumas apenas às jovens; outras são exclusivas dos homens (danças de guerra).

Há também na História da Dança algumas executadas no meio de um círculo de espectadores, por apenas um membro da comunidade, em solo: pode ser um dançarino exímio ou alguém que exerce funções religiosas.

Na História da Dança, em determinados cultos animistas , o xamã dança com movimentos, convulsivos ou suaves, característicos de cada espírito ou divindade com que se comunica.

Um contexto que diz muito sobre a História da Dança.

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Danças Sagradas

A História da Dança começa de cunho religioso é encontrada no islamismo entre os mede,’, confraria que se desenvolveu na Turquia. Acompanhados por música própria, executada por flautas, instrumentos de cordas e tambores, os dervixes rodopiam cada vez mais rápido, em êxtase.

Na índia, há mais de três mil anos, a dança é praticada tanto em cerimônias religiosas quanto em espetáculos. Representa as histórias dos deuses, heróis e reis dos grandes ciclos de lendas, como o Ramayana.

Com guizos nos tornozelos, pulsos e quadris, as bailarinas marcam o ritmo com batidas de pé, enquanto descrevem, com movimentos muito expressivos, personagens e situações como “a donzela”, “a gazela”, “a floresta” etc.

Na Europa

Na Europa, as danças sagradas, por serem provenientes de outras religiões que não a católica, foram, durante a Idade Média, proibidas pela Igreja. No repertório folclórico no entanto, sobreviveram algumas danças tradicionais ligadas as rituais “pagãos”. uma triste verdade da História da Dança.

O costume de se dançar ao redor da ‘árvore de maio”, por exemplo, evoca ritos de fertilidade; as danças em volta do fogo procedem de tradições anteriores ao cristianismo e têm significados de purificação e iniciação. A dança típica dos cossacos, a dança das espadas, sem dúvida apresenta um caráter guerreiro.

A Evolução da Dança: Balé Clássico

Surgimento do balé

Na Idade Média, os bailarinos e trovadores que iam de castelo em castelo divertir os senhores se exibiam sobretudo em jogos de destreza e acrobacias.

No século XIV, nas principais cortes italianas e francesas, os espetáculos, incluindo os figurinos e os temas abordados, tornaram-se mais elaborados e os nobres, inclusive reis, passaram a participar de festivais e bailes animados.

Luís XIV (1643-1715), rei da França, adorava dançar e com freqüência participava dos bailes da corte fantasiado de Sol. Ele deu ao italiano, naturalizado francês, Jean-Baptiste LuIli o encargo de compor a música para esses espetáculos e, ao seu professor de dança, o de estudar os passos e as mesuras, ou seja, estabelecer uma coreografia.

Nas comédias de Molière, foram introduzidos entreatos de dança, e, em 1661, Luís XIV criou a Academia Real de Dança.

Os coreógrafos codificaram as figuras de dança, as diversas sequências de passos, os saltos, e assim foram elaboradas as normas que originaram algo importantíssimo na História da Dança a dança clássica.

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Importância da Dança

Em 1713, é inaugurada a escola de dança da Academia: já se trata de um grupo de profissionais que executa balés para a platéia real.

A técnica tornara-se muito difícil para as pessoas da corte. No século XIX, graças à influência do coreógrafo Jean-Jaques Noverre, os bailarinos superaram a simetria mecânica dos movimentos para expressar os sentimentos.

E em pleno período romântico, em 1865, a frágil bailarina italiana Maria Taglioni cria a dança na ponta dos dedos No final do século XVIII, haviam sido criadas escolas de dança e academias de balé em toda a Europa,  mas foram os russos que, a partir de 1850, conquistaram a supremacia na área.

No Teatro Imperial de São Petersburgo foram criados os balés Quebra-Nozes e O Lago dos Cisnes, com músicas de Tchaikovski.

No início do século XX, um sopro de novidade percorreu o mundo da dança clássica quando o coreógrafo russo Michail Fokine relançou a dança característica e valorizou o papel do bailarino.

Ele criou. com Sergei Diaghilev, um balé que uniu a produção artística russa com os movimentos de renovação modernistas do ocidente.

Para Diaghilev, a dança devia aliar-se à pintura e à música contemporânea, e, com este propósito, valeu-se das obras dos melhores artistas de seu tempo.

História da Dança clássica no Brasil

No Brasil, o primeiro balé, dirigido por Lacombe, foi apresentado no Real Teatro de São João (Rio de Janeiro) em 1813.

Um século depois, a atuação da Companhia de Diaghilev (com Nijinski, Massine, Karsavina e Lidia Lepokova) no Teatro Municipal da mesma cidade, seguida da visita da Companhia de Ana Pavlova, deu início a um permanente interesse pelo balé.

A Escola de Dança do Teatro Municipal foi fundada em 1927 por Maria Oleneva, e ali se formaram Madeleine Rosay, Leda Yuqui, Berta Rosanova, Carlos Leite, Manilha Gremo.

Outros corpos de baile foram criados por Vaslav Veltchek, Aurélio Milloss, Carlos Leite e Sansão Castelo Branco, Tatiana Leskova, Nina Verchinina, Dalal Achcar.

Entre os bailarinos da nova geração cumpre citar Davi Dupré, Aldo Lotufo, Marcia Haydée, Beatriz Consuelo, Sandra Dicken, Dennis Gray, Alice Colino, Ana Botafogo, Noêmia Wainer.

Compositores que contribuíram com partituras: Vila-Lobos, Lorenzo Fernandes, Luís Cosme, Alberto Nepomuceno, Heckel Tavares, Cláudio Santoro.

Na cenografia, deixaram sua marca: Di Cavalcanti, Burle Marx, Nilson Pena, Belá Pais Leme, Darci Penteado e Fernando Pamplona. Poetas como Manoel Bandeira e Vinícius de Morais contribuíram com libretos.

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Linguagem Musical: Comunicação, Elementos e Arte

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A linguagem musical, mais do que qualquer outra, tem o poder de elevar o espírito, estimular a fé, estabelecer uma comunicação misteriosa com a divindade.

Contexto Histórica da Linguagem Musical

Os achados arqueológicos, os grandes monumentos de épocas distantes, oferecem testemunhos de cerimônias grandiosas celebradas com a participação de centenas de músicos, cantores e dançarmos nas civilizações da Mesopotâmia e do antigo Egito.

A Bíblia está repleta de referências aos cânticos, às danças e à sua importância na vida espiritual do povo hebreu. O cristianismo manteve e ampliou o papel da música na adoração ao Senhor e, por algum tempo, a Igreja Católica normatizou e regulamentou a prática musical na Europa.

Encontramos, na música cristã, um grande número de obras-primas, ao lado de belos e comoventes cantos populares.

Hoje, os mais variados gêneros, do erudito ao folclórico, do gregoriano ao rock, estão pre- sentes nas diversas igrejas cristãs e não é raro ouvir-se o som severo do órgão junto com os acordes ritmados das guitarras e com coros.

Linguagem Musical

Em comparação com a poesia e com a literatura, a música está acima da barreira da língua. Um poema em francês ou um romance em alemão não nos dizem nada se não compreendermos essas línguas, mas podemos apreciar sem dificuldade a música francesa, alemã, americana etc.

Uma bonita música pode nos suscitar imagens, emoções e pensamentos ainda que não compreendamos sua letra.

Mesmo a música de civilizações e culturas muito diferentes da nossa que pode até nos chocar, pela diversidade dos padrões melódicos, rítmicos e harmônicos (além dos instrumentos e do uso da voz humana) pode ser intensamente usufruída.

Música dentro da Arte

Enquanto a linguagem das artes plásticas é constituída de elementos mais ou menos estáticos, a linguagem musical usa elementos que não podem ser imobilizados: melodia, harmonia e ritmo se desenvolvem no tempo.

Por isso, aquelas são consideradas artes espaciais, ligadas ao espaço, e a música, uma arte temporal, ligada a sucessão de elementos no tempo. Uma pintura ou uma escultura podem representar um objeto mais ou menos real, de algum modo reconhecível uma imagem “objetiva”, enfim.

A Linguagem Musical, ao contrário, prescinde da imitação de objetos ou elementos naturais. Pode representar algo que é sugerido pela imaginação do sujeito que a ouve.

Qualquer imagem, ideia ou sentimento é em boa parte subjetivo; o que existe de objetivo na música são apenas os sons e a maneira como são combinados entre si.

Um poema, um romance, um quadro, uma escultura, uma vez concluídos, existem como tais para sempre. Já a composição musical necessita sempre de quem a execute e, assim, a figura do intérprete tem um papel fundamental.

Ele é o artista capaz de transmitir as intenções, as idéias que o autor quis expressar, ou então de reinterpretar a obra, acrescentando-lhe novos valores. Pode-se dizer que uma obra musical renasce toda vez que é executada, sempre a mesma e sempre nova, como se tivesse acabado de ser

Papel da Música

Em qualquer tipo de espetáculo, a Linguagem Musical tem um papel insubstituível. Nas representações teatrais, acompanha os gestos, a coreografia, a declamação, para acrescentar algo mais à trama, para tornar o espetáculo mais fascinante e completo.

Certamente não há nada melhor do que a música para criar aquilo que se denomina “atmosfera”.

Ela pode indicar o sobrevir de um perigo em uma situação de aparente tranquilidade, contribuir para a caracterização de um personagem ou situação, predispor nosso ânimo ao espírito de um drama ou de uma comédia.

Quase sem exceções, o cinema e a televisão acompanham as imagens com a Linguagem Musical, que parece torná-las mais vívidas, mais emocionantes.

Quer o percebamos conscientemente ou não, a Linguagem Musical tem grande importância na maneira como apreendemos aquilo que estamos assistindo: é a linguagem musical que estimula a imaginação, acrescentando mais elementos ao que a encenação está transmitindo.

Em certos casos, como na ópera lírica, na opereta, no musical e no balé, a linguagem musical intervém como um dos protagonistas; aliás, pode-se dizer que se torna uma coisa só com a poesia, a ação, as artes cônicas, as danças.

O resultado é um espetáculo grandioso, capaz de proporcionar grande deleite aos olhos e aos ouvidos.

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Arte Africana: Pintura, Artesanato e Características

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O atual reconhecimento da arte africana pelo Ocidente deve-se a um novo enfoque que os próprios ocidentais começaram a dar a outras sociedades a partir do século XX.

Contexto Histórico da Arte Africana

Antropólogos como LéviStrauss chegaram a provar que as sociedades ditas “primitivas” têm uma cultura tão complexa como a nossa.

No começo do século XX, a arte africana chegou a influenciar movimentos europeus como o Cubismo. Um dos motivos dessa influência foi o caráter expressionista da arte africana, uma arte que se preocupa muito mais em captar o “sentido” de uma coisa do que em representá-la “fotograficamente”.

Entre os africanos, os estímulos para a criação artística são fornecidos principalmente pela religião e pela magia. Além de possuir valor estético, a arte africana é um documento da vida social das tribos que a produzem.

E uma arte viva e utilitária: ao mesmo tempo que exprime uma concepção de mundo, produz objetos que são usados cotidianamente nesse mesmo mundo.

Características

Pintura

A pintura é empregada na decoração das paredes dos palácios reais, dos celeiros, das choupanas sagradas. Seus motivos, muito variados, vão desde formas essencialmente geométricas até a reprodução de cenas de caça e guerra.

Serve também para o acabamento das máscaras e para os adornos corporais. A arquitetura está condicionada pela paisagem e pelas necessidades econômicas. Assim, a escolha dos materiais depende do ambiente.

Artesanato e Escultura

As técnicas de uso mais corrente são as da cerâmica (casas de bano) e a das fibras trançadas. A mais importante manifestação da arte africana é, porém, a escultura.

Os objetos esculpidos servem para prestar culto aos deuses, espíritos ou antepassados ou para atrair benefícios através de encantos ou feitiços. A madeira é um dos materiais preferidos.

Ao trabalhá-la, o escultor associa outras técnicas (cestaria, pintura, colagem de tecidos). Os estilos variam muito. Ao lado de uma tendência à geometrização, com destaque para a forma vertical, coexiste, ainda que em escala menor, uma produção naturalista, mais próxima do real.

Dentro da escultura, as máscaras merecem especial destaque. Elas simbolizam as diversas atividades da vida e muitas vezes são um espelho do deus. O escultor procura imprimir-lhes a força de uma expressão interior.

O sentido religioso das máscaras também está presente nas estátuas e fetiches. As estátuas geralmente representam os antepassados.

Os fetiches servem para invocar os espíritos protetores, os quais podem ser bons ou maus, característica determinada pela expressão do rosto – suave ou cruel, conforme o caso.

A arte africana utiliza todos os materiais disponíveis: madeira, marfim, argila cozida (terracota), pedra e metais como bronze, cobre, latão e ouro.

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Papel do Artista

Na África, ao invés de se destacar individualmente, o escultor atua como um intérprete da comunidade. A ele cabe concretizar, a partir de suas obras, o sentimento coletivo da tribo.

Em certas sociedades, essa função, as técnicas e os instrumentos de trabalho são passados de geração a geração. Em muitos locais, o escultor é comparado a um herói cultural.

Dado o caráter religioso da arte africana, antes de iniciar seu trabalho, o artista realiza uma espécie de purificação. Mas, em lugares onde o poder do rei é absoluto, essa religiosidade cede lugar a uma glorificação do soberano.

A explosão da Arte Africana

A descoberta da arte negra no início do século XX pelos europeus, ao mesmo tempo que gerava acirrada polêmica, deu um grande impulso a essa arte.

Já em 1919, quando se realizou na França a primeira exposição de arte africana, as opiniões se dividiam. Apontada por uns como exemplo da “verdadeira escultura” e atacada por outros que a consideravam uma arte “primitiva”, o fato é que a arte negra viria a ter inegável influência em vários movimentos artísticos modernos.

Mas, apesar desse momento de glória, a arte africana sofre hoje um processo de destruição. Entre as causas dessa destruição citam-se a assimilação do cristianismo ou do islamismo, a introdução de alterações nos tipos de culto, assim como os abalos na estrutura tradicional, decorrentes das transformações sociais.

O crescimento das cidades eliminou vínculos que o homem mantinha com seu meio natural e com os objetos artísticos a ele relacionados.

Além disso, o fato de o artista trabalhar atualmente para um público de mercado influi na sua criação, que deixa de ser “sagrada” e se toma mercadoria “profana”.

Por outro lado, um importante movimento conhecido como “Negritude” age no sentido de recuperar os tradicionais valores negro-africanos.

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Arte pré-colombiana: Arquitetura, Pintura e Estátuas

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O termo de arte pré-colombiana é aplicado a tudo o que, no continente americano, é anterior à chegada de Cristóvão Colombo, em 1492, e à influência européia que a partir de então começou a ser exercida pelos colonizadores.

As manifestações artísticas de maior expressão daquele período encontram-se no México (culturas zapoteca, misteca, tolteca, asteca etc.), na península de Yucatán (cultura maia) e no Peru (culturas nazca, chimu e inca).

Arte Pré-Colombiana Contexto Histórico

A descoberta da arte pré-colombiana é relativamente recente; até o início do século XIX era ignorada pelos estudiosos.

Foi após a viagem do cientista alemão Alexander von Humboldt à Venezuela, ao Equador, ao Peru, à Colômbia e à foz do Amazonas (179911804) que a Europa começou a interessar-se pelas extintas civilizações e a arte pré-colombiana, enviando equipes de arqueólogos e efetuando escavações.

Descobriu-se então que alguns povos das Américas do Sul e Central, embora desconhecessem o transporte sobre rodas e em geral tivessem escrita rudimentar, haviam feito notáveis progressos no campo da matemática e da astronomia, eram ótimos agricultores, excelentes arquitetos, urbanistas, escultores e ceramistas.

Quando os espanhóis chegaram ao planalto Central do México, no século XVI, à região era dominada pelos astecas.

Esse povo, cuja civilização era extremamente marcada pela religião, esperava a volta do deus branco Quetzalcoatl, que viria do mar.

Um dia, em 1519, os astecas efetivamente deparam-se com um personagem cuja aparência coincidia com a profecia. Ele e seus companheiros vinham montados em seres desconhecidos para os astecas: cavalos.

O pretenso deus, porém, era Hernán Cortês, o conquistador espanhol que em apenas dois anos exterminaria a civilização asteca, arrasando Tenochtitlán, a grandiosa capital, que chegara a ter 300 000 habitantes, ricos palácios e templos.

O que mais assombrou os espanhóis, porém, foi a abundância de ouro, prata e outros metais possuída pelos astecas.

Yucatán

Naturalmente, nas sociedades de caráter predominantemente agrícola como as da América na época da arte pré-colombiana, os deuses mais venerados eram os que protegiam e favoreciam as colheitas.

Os estudiosos acreditam que entre as divindades mais adoradas estavam exatamente a do milho (que constituía a base da alimentação dos maias) e a da chuva e da fecundação da terra, chamada Chac Mool.

Vindos da região central do México, os toltecas penetraram na península de Yucatán por volta do ano 1000. A sobreposição da cultura desse povo à dos maias resultou na civilização conhecida como maia-tolteca.

A ela pertence o Trono do Jaguar Vermelho, reproduzido abaixo, encontrado em Chichén-Itzá (um dos principais centros maias, já abandonado, porém, em meados do século XV).

A escultura representa uma onça em tamanho natural, com olhos de jade e dentes de pedra branca, o corpo inteiramente pintado de vermelho e decorado com discos de jade verde imitando as manchas características do pêlo do animal.

México

Da cidade de Teotihuacán, de influência cultural olmeca, procede a máscara funerária revestida de mosaicos P mostrada ao lado, na parte central.

A mesma técnica foi usada na Serpente em Mosaico, à esquerda, provavelmente pertencente à cultura misteca, cujo centro era o atual Estado de Oaxaca, no México meridional.

A incrustação de mosaicos foi também empregada pelos astecas, que, do século XIV ao XVI, dominaram um vasto território, que ia das margens do Atlântico às do Pacífico e, ao sul, até a Guatemala.

Tanto a arquitetura como a escultura astecas são imponentes, mas muitas das obras que decoravam templos, palácios e pirâmides foram completamente destruídas pelos conquistadores espanhóis.

Da mesma forma, perdeu-se grande parte da produção pictórica dos astecas, quando foram queimados milhares de manuscritos ornados com iluminuras.

Peru

Como ocorreu no México, também nos planaltos dos Andes, na América do Sul, sucederam-se diversas civilizações. Do século V a.C. ao século X d.C. desenvolveu-se, nas costas meridionais do Peru, a cultura nazca, produtora de vasos de cerâmica perfeitamente polidos.

O fato é notável sobretudo porque os artesãos da arte pré-colombiana não conheciam o tomo de oleiro, que é uma aplicação da roda. A cultura nazca pertence o vaso em forma de pássaro, abaixo.

O tumi faca de ouro para sacrifícios cerimoniais -, à direita, pertence cultura chimu, que floresceu nos séculos Xffl e XIV entre os atuais territórios do Peru e da Bolívia.

Ainda como os astecas fizeram no México, os incas unificaram sob seu domínio as diversas populações peruanas (século XV) antes de serem, por sua vez, dominados pelos invasores espanhóis comandados por Diego de Almagro e Francisco Pizarro, no século XVI. E da cultura inca o vaso de madeira policromada em forma de cabeça de onça.

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Escultura: O que é? Características e Tipos

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a maioria das pessoas não conhecem os “segredos ” da escultura, tão poucos elementos para julgá-la e, assim, apreciar sua beleza. Vamos, então, tentar descobrir alguns dos “segredos” dessa arte quase tão antiga quanto a pintura.

Ora com finalidade religiosa e ritual (imagens de divindades, arte funerária), ora voltada apenas para fins estéticos, pela representação tios ideais ele beleza de sua época, a escultura aparece em todas as civilizações: na Grécia e na Roma antiga, na América pré-colombiana, no Oriente e, é claro, entre nós.

O que é?

Em primeiro lugar devemos considerar uma diferença fundamental entre pintura e escultura. A pintura trabalha com a simulação (o espacial, pois a superfície do quadro tem apenas duas dimensões, altura e largura: a ideia de terceira dimensão ta profundidade) é dada pela perspectiva.

Já a escultura, assim conto arquitetura, encontra-se no espaço ,real. ou seja, dispõe de três dimensões: altura, largura e profundidade (de lado, uma estátua pode ser observada de diversos ângulos: possui, enfim, ou volume).

Uma escultura não apresenta uma única superfície, como uma tela ou um desenho, mas sim um conjunto de superfícies, que podem ser planas, curvas, truncadas, onduladas, polidas, ásperas etc.

Essas superfícies, em conjunto. dão forma à massa (o material de que a obra é feita, a matéria-prima) e determinam o volume da escultura.

Características

As formas das superfícies fazem com que a luz possa incidir de várias maneiras: por exemplo, em uma superfície plana, a luz incide com intensidade uniforme; ao contrário, em uma superfície truncada, a luz cria um jogo de claros e escuros.

Essa diversidade de superfícies suscita no observador várias sensações: pode dar a impressão de uma solene imobilidade ou sugerir a ideia de movimento.

Já entendemos uma coisa importante: Para que se possa apreender uma escultura em sua totalidade, não é suficiente, como em geral se faz com um quadro, observá-la de um único ângulo; temos de fazê-lo de todos os ângulos possíveis.

Só assim conseguiremos descobrir seus “segredos”, as proporções, a vibração da luz no material, o sentido de energia, de solenidade ou de movimento que o escultor infundiu à sua criação artística.

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Tipos de Escultura

As esculturas que podem ser olhadas de todos os ângulos (estátuas, monumentos) são classificadas como pleno relevo.

Aquelas cujos elementos emergem só em parte de uma base formada por lâmina de mármore ou de outro material (pedra, madeira, mar fim etc.) constituem os relevos.

Se os elementos emergem muito da base, parecendo desprender-se dela, temos um alto-relevo; se são apenas esboçados sobre a base, temos um baixo-relevo.

Os baixos-relevos, usados já na Antiguidade, são elementos decorativos para templos, portais, pedestais de monumentos, edifícios públicos etc.

Existem também o meio-relevo e o schiacciato (es- magado), um relevo baixíssimo, semelhante ao desenho, desenvolvido pelo italiano Donatello (1386-1466).

A obra modelada é obtida acrescentando-se material (argila, cera etc.); na obra esculpida, são retiradas ou desbastadas partes de um bloco de mármore, madeira ou metal.

Neste caso, o artista primeiro modela a obra e faz um molde, em que é fundido o bloco de metal que depois será trabalhado, esculpido até a forma final.

Nos últimos anos, as inovações técnicas foram radicais, sobretudo com a aplicação de sistemas ou mecanismos eletromagnéticos, destinados a produzir simultaneamente movimento, som e luz, que se tomaram parte integrante da escultura.

Materiais usados ao decorrer da história

Nem todos sabem que o mármore branco das antigas esculturas gregas, que hoje se encontram nos museus, era colorido. Muitas esculturas em madeira da Idade Média conservaram razoavelmente bem o colorido e a douradura.

As figuras esculpidas em madeira na Espanha do século XVII foram pintadas com tanto esmero que podem competir, quanto à coloração dos rostos e dos trajes, com as cores da realidade. O mármore em sua cor natural passou a ser usado há pouco tempo: no final do século XVIII.

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História do Teatro: O que é? Gêneros, Origem e Como Surgiu

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Na História do teatro ele foi o principal meio de satisfação de algumas necessidades humanas, tais como identificação, fantasia e catarse (purificação experimentada pelo espectador de certos sentimentos e emoções).

História do Teatro – O que é?

Isso quer dizer que o público paga para assistir a uma peça cuja história sabe ser fruto da imaginação de um autor; o espetáculo é realizado por atores remunerados para se transformar nos personagens da obra.

A trama e a interpretação despertam no público reações de identificação com um personagem e/ou com a situação.

Altamente emotivo, esse processo suscita nos espectadores alguns sentimentos (piedade, terror, solidariedade), de tal modo que ao fim do espetáculo eles estejam purgados, ou seja, aliviados dessas emoções.

Origem do Teatro

Nascido na Grécia, por volta do século VI a.C., a História do Teatro ocidental deve ainda a um grego – Aristóteles (século IV a.C.) – a primeira reflexão teórica sobre a natureza e os princípios que regem a arte dramática.

Com efeito, em sua obra intitulada Poética, Aristóteles definiu os principais elementos de uma peça teatral: o pensamento, a fábula, o caráter, a linguagem, a melodia e a encenação.

Embora com algumas variações, essa concepção prevalece ainda hoje, especialmente nas formas de teatro mais tradicionais.

O pensamento da peça é o ponto de vista do autor, sua maneira de encarar o mundo; está, por isso, condicionado à época, ao tipo de público a que se destina a obra e ao objetivo da mensagem.

Teatro na Grécia

Na Grécia do século V a.C., Eurípides escrevia tragédias nas quais criticava os deuses, afirmando suas teorias sobre a liberdade individual.

A atualidade de sua crítica faz com que suas obras continuem sendo montadas até hoje. A fábula corresponde à estrutura dos incidentes, ou seja, à trama, por meio da qual o dramaturgo expõe uma história. Caráter é o elemento do texto relativo às características psicológicas dos personagens.

E ele que vai configurar o que é próprio da essência do teatro: o conflito. Os gregos inventaram dois termos para designar caracteres opostos: protagonista (herói) e antagonista (vilão), algo que mudaria a História do Teatro.

O primeiro é frequentemente indicado no próprio título da peça (Medéia, Hamlet etc.). Os dois caracteres estiveram presentes na dramaturgia universal durante muito tempo.

Roteiro

Em fins do século XIX, contudo, os personagens tomaram-se psicologicamente mais complexos, nem inteiramente bons nem exclusivamente maus; apenas humanos, com qualidades e defeitos.

Assim, em muitas peças modernas o conflito trava-se na mente de um único personagem. Quinto elemento do teatro aristotélico, a música assumiu grande importância no século XIX, quando muitos dramas passaram a ser precedidos de aberturas musicais feitas com essa finalidade.

A mais famosa dessas aberturas é a que Beethoven compôs em 1810 para Egmont, de Goethe. Já no século XX, Bertolt Brecht, Peter Weiss e outros autores utilizaram melodias, ora na forma de canções, para comentar acontecimentos (Brecht), ora na forma de música instrumental, para acentuar instantes dramáticos da peça (Tennessee Williams).

Conceitos artísticos

Dos conceitos emitidos por Aristóteles, a linguagem e a encenação são, contudo, os que definem melhor a essência para a História do Teatro.

A primeira permitiu que a História do Teatro superasse o improviso do ator e se constituísse também como literatura. Isso possibilitou, por exemplo, que os grandes momentos da história da arte dramática pudessem ser conhecidos e continuamente recriados.

Enquanto literatura, o texto teatral tem exigências bem específicas: toda a exposição da história, a caracterização dos personagens e a comunicação dos estados emocionais são transmitidas unicamente através do diálogo.

Quanto à encenação, diz respeito aos aspectos visuais da montagem: cenário, luzes, roupas, objetos de cena, que ajudam o público a localizar a obra no tempo e no espaço.

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Principais Gêneros Teatrais:

Comédia: Situações do dia a dia c explorados os exageros do comportamento humano.

Tragédia: As tragédias inspiram “terror e piedade” no público, apresentando heróis valentes desafiando a morte.

Farsa: gênero dramático cômico. Situações de forma burlesca, visando apenas o humor.

Outros Gêneros Teatrais:

  • Tragicomédia
  • Drama
  • Melodrama
  • Auto
  • Pantomima
  • Teatro do Absurdo
  • Ópera
  • Musical
  • Teatro de Bonecos
  • Teatro de Revista
  • Teatro de Rua
  • Teatro de Sombras
  • Noh
  • Kabuki
  • Butô
  • Stand-up Comedy
  • Clown

Principais elementos de um teatro

Diretor

Sob diferentes designações, a figura do diretor sempre existiu na História do Teatro. No século V a. C., eram os próprios autores trágicos gregos que cumpriam a função, preparando o coro e os intérpretes.

Nos séculos seguintes, essa tarefa passou para o ator principal, o empresário (dono da companhia) ou continuou nas mãos do próprio autor; mas foi somente a partir do final do século XIX que o diretor submeteu à sua concepção a obra e a interpretação dos atores.

Pode-se dizer que a liderança da encenação cabe, desde 1890, ao diretor, sendo o francês André Antoine considerado o primeiro diretor no sentido moderno, seguido pelo russo Stanislavski.

Com a visão aguda de um artista plástico, o ouvido de um músico e a consciência espacial de um dançarino, o diretor promove a síntese de todos os elementos artísticos que contribuem para o fenômeno teatral.

Ator

A arte do dramaturgo e do diretor só adquire vida cênica ao ser animada pelo ator – o executante que usa seu próprio corpo como instrumento, conjugando voz, expressão e presença cênica para comunicar seu personagem ao público.

A tradição atribui ao grego Téspis a invenção do ofício de ator: durante uma cerimônia religiosa em honra a Dioniso, ele teria assumido a figura do deus, passando depois a representar (primeiro Dioniso, depois outros personagens) por várias regiões da Grécia.

Sólon, que governava Atenas, acusou-o de impostor, mas o público já se tinha entregue ao fascínio daquela “impostura”.

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Importância do Teatro

Ao longo da sua história, a História do Teatro viveu momentos particularmente gloriosos: na Grécia (século V a. C.); durante a Idade Média, em toda a Europa; na Espanha (século XVII); na Inglaterra (séculos XVI e XVII); na França (séculos XVII e XVIII); na Itália (séculos XVI a XVIII); na Inglaterra, Noruega, França e Alemanha (século XIX); nos Estados Unidos (século XX).

Foram épocas em que surgiram textos de grande valor e espetáculos que arrebatavam multidões.

Além de representar um desses grandes momentos, a comédia de arte promoveu a sistematização da atividade teatral nos termos que prevalecem até hoje na maioria dos países do mundo: os atores são profissionais e o espetáculo só é acessível ao público pagante.

Mas, independentemente do modo (comercial ou não) pelo qual uma encenação chega ao público, o fenômeno teatro só acontece quando o ator encontra uma audiência e com ela vive uma experiência em que ambos estão interessados e envolvidos.

O mais fascinante desse fenômeno é o auto-engano consciente a que todos se submetem: a partir do momento em que o palco se ilumina e a platéia mergulha na escuridão, atores e público são cúmplices da mesma fantasia.

Segundo a tradição, tudo começou com Téspis, no século VI a.C., na Grécia: foi ele quem deu início à arte de representar, essa maravilhosa aventura que atravessaria séculos mesclando risos e lágrimas, sonho e realidade.

A arte do Teatro

A sociedade moderna vive um processo de contínuas e rápidas transformações, do qual os meios de comunicação de massa (rádio, cinema, televisão, jornais etc.) são ao mesmo tempo causa e conseqüência.

Se, por um lado, estes influem na transformação dos gostos, hábitos e opiniões, por outro, tais mudanças contribuem para modificar as próprias formas de comunicação.

Mas, justamente porque atingem amplos setores da população, esses veículos acabam sob o controle de grupos interessados em criar artificialmente uma opinião pública receptiva às suas mensagens.

Menos dócil a tais manipulações, a História do Teatro atua intensamente como instrumento de persuasão, contribuindo para a formação, no público, de uma consciência crítica.

Denunciando as injustiças sociais e os horrores da guerra e do totalitarismo, as peças do dramaturgo alemão Bertolt Brecht e do filósofo francês Jean-Paul Sartre, por exemplo, divulgaram com vigor alguns princípios fundamentais, como o direito à liberdade e ao trabalho e o respeito à dignidade humana.

E o caso de As Moscas (Sartre) e de Galileu Galilei (Brecht), que suscitam a reflexão do público, levando-o a assumir posições não conformistas em relação às mazelas da sociedade.

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Pop-Art: Características, Obras, O que é? E Contexto Histórico

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Pop-art, redução das palavras inglesas popular art (arte popular). É o nome dado à segunda manifestação artística original norte-americana.

Origem da Pop-Art

Divulgada na Europa com a Bienal de Veneza de 1964(a mais importante mostra internacional de arte), a pop-art. bem mais que sua antecessora, a odiou painting, provocou um alvoroço que se transformou rapidamente em popularidade.

O que é?

Praticada por artistas que estão muito longe de pertencer à classe popular, ela se reporta aos meios de comunicação e aos produtos da indústria para as massas. As massas que vivem nos aglomerados urbanos, as massas que vivem em metrópoles como Nova York.

Surgida na sociedade que foi a primeira a assumir, como modelo de vida, o universo tecnológico, a civilização das imagens e a cultura do consumismo, a pop-art subverte as estratégias do expressionismo abstrato.

Não procura evadir-se da realidade, mergulha nela em vez, de recusar os objetos, incorpora-os em nova proposta, com uma evidência nunca vista antes. O mesmo produto que o mercado e a publicidade impõem torna-se sujeito e objeto da atividade artística.

Em suas obras, os artistas introduzem objetos comuns, de uso, verdadeiros ou falsos, novos ou para se jogar fora. Algumas vezes os objetos são ampliados, multiplicados e deformados com evidente ironia, mas nem sempre é fácil perceber a atitude de crítica ou de condenação por parte do artista.

As obras da pop-art que já não podem ser classificadas como esculturas ou pinturas (por vezes são aglomerados de elementos heterogêneos e incômodos), parecem brotar de um sentimento que podemos definir como amor-ódio.

Contexto Histórico

Embora tenha sido chamada de popular, esta manifestação artística não foi compreendida pelo povo, que a tratou com a mesma intolerância reservada a outros movimentos da arte contemporânea.

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Característica das Obras

A primeira vista, a pop-art não parece diferente da publicidade: tanto uma quanto a outra nos impõem os produtos comerciais e industriais, em disputa no mercado com alarde e obsessivamente.

Os visitantes do estande norte-americano da Bienal de Veneza de 1964 não sabiam como reagir diante de obras que, em vez de produzidas por artistas que estudaram desenho e pintura, pareciam ter sido executadas por operários com prática em esmaltes, solventes, colas especiais, resinas plásticas, chapas metálicas: operários hábeis em serlar, soldar, colar, montar, amarrar.

Para o público parecia difícil compreender a recusa radical dos meios expressivos que por tradição deveriam configurara pintura (óleo, têmpera, aquarela etc.) e a escultura (bronze, mármore, madeira etc.).

Até mesmo muitos críticos, lembrados da precedente arte informal, completamente abstrata e intimista, manifestaram sua perplexidade. Só com a distância do tempo compreende-se que as duas correntes artísticas norte americanas provêm de uma mesma exigência.

A arte informal e a pop-art têm em comum a recusa da inspiração e o anseio pela liberação. O desabafo libertador é e conseguido por meio de sinais. gestos emblemas em oposição à realidade ou então apropriando-se dessa mesma realidade.

A pop-art. sem negara civilização do consumo. vira do avesso o sentido da mensagem publicitária. Enquanto a publicidade, com sua estratégia de persuasão, anestesia nossa mente e nossa vontade, as obras da pop-art.

irônicas e divertidas. despertam a mente, sugerindo novas possibilidades estáticas. Para entender a pop-art torna-se necessário entender psicologia da forma e da cor, conhecer os mecanismos da percepção e possuir uni sadio senso de humor. Em geral, a arte moderna é contrária à seriedade.

Pop-Art no Brasil

No Brasil. a pop-art chegou em 1966, com a exposição Proposta que mostrou os primeiros trabalhos pop: Rubens Gershman, Cláudio Tozzi e Antônio Bandeira apresentaram misses, momentos da Guerra do Vietnam e vísceras.

Em seguida, Hélio Hoiticica apresentou seus Parangolés. Com Flávio Império, Tomoshigue Kusuno, Maurício Nogueira Lima e Nelson Leiner a pop art fincou definitivamente soas raízes no Brasil.

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Surrealismo: Características, Obras e Contexto Histórico

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Criador e principal teórico do surrealismo, André Breton (1896-1966) estudou medicina e psicologia, chegando a exercer a psiquiatria durante a Primeira Guerra, no exército.

Depois ligou-se ao dadaísmo, organizando o anárquico pensamento do movimento, que começava a se tornar uni jogo estéril.

Origem do Surrealismo

Partindo dos estudos sobre a psique humana desenvolvidos por Sigmund Freud (1856-1939) e de sua obra. A interpretação de Sonhos. Breton recusa a criação artística elaborada pelo pensamento lógico e consciente da mente.

Para ele, a arte deveria partir do irracional, pois a criatividade verdadeiramente livre provém das profundezas pouco conhecidas da psique, chamadas por Freud de inconsciente.

Além da vida (e da cultura) organizada. consciente, que caracteriza determinada civilização. Freud estudou uma outra vida, mais livre e mais verdadeira, que também faz parte da civilização e não pode ser esquecida: a vida inconsciente, “dos sonhos”.

As imagens e sensações do sonho (no próprio sonho) não se apresentam menos reais ou importantes do que as imagens e sensações do passado.

Porém os sonhos são mais”sinceros”. entre outros motivos porque estão desvinculados das incertezas da memória. Nos sonhos, estamos longe das leis físicas da realidade: desaparecidas a força da gravidade e a densidade da matéria, podemos nos deslocar rapidamente. inclusive voar, saindo de nós mesmos e realizando as ações mais absurdas e impensáveis.

“Por que a noite e o sonho” perguntava Breton – “continuam a ser considerados como um parêntese sem importância 110 decorrer da vida do homem, quando a soma dos momentos de sonho não é inferior à soma dos momentos de realidade?’

Contexto Histórico

No Manifesto Surrealista apresentado em 1924. Breton declara: “Creio na integração futura destes dois estados, aparentemente contraditórios, que são o sonho e a realidade, e que formam uma espécie de realidade absoluta, a ‘surrealidade’, se podemos chamá-la assim.

Esse é o meu objetivo.” Reuniram-se em torno de Breton e da revista Literatui-a, por ele fundada, escritores, poetas e pintores. Uma técnica de criação proposta e criada por Breton e seus discípulos.

Foi a “escrita automática” (também no desenho e na pintura): a expressão de imagens ou palavras livres da “ditadura do pensamento, em ausência de todo controle exercido pela razão, ou fora de qualquer preocupação estética ou moral”.

Não a palavra Fora de uma língua conhecida (como no futurismo), não a associação de imagens enigmáticas fora do tempo (metafísica), mas a efusão desregrada da linguagem inconsciente.

O artista deveria funcionar como um “modesto aparelho de registro”: para alcançar a sensibilidade exata, deveria retrocedera infância, que mais se aproxima da vida mais verdadeira.

A superação da cultura e da civilização, bem como a tendência a regredir à primeira infância, aproximam o surrealismo da metafísica e do dadaísmo.

De Chirico, reconhecido como precursor pelos surrealistas. já falava em surrealidade, enquanto o poeta Apollinaire, em um de seus dramas, foi um dos primeiros a empregar o adjetivo “surrealista”.

E importante notar que as raízes profundas do surrealismo, como movimento anticlássico, encontram-se no simbolismo, no romantismo e na arte visionária de alguns pintores do século XVI .

A grandiosidade e a permanência do surrealismo, além de a suas sugestões intrínsecas. devem-se à atuação incansável de André Breton, ajudada por numeroso grupo de artistas talentosos.

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O que é o Surrealismo?

O surrealismo não é um estilo se por “estilo” entendermos a observância de regras técnicas e a escolha de conteúdo homogêneo.

Os quadros surrealistas são muito diferentes entre si, quer sob o ponto de vista da expressão, quer quanto à técnica utilizada. Cada artista pode usar a técnica que preferir: tradicional (antiga ou moderna), de sua própria criação ou mista. O que importa é a imagem inusitada e fascinante que deve resultar.

Características das Obras

Existem quadros surrealistas figurativos, pintados de forma acadêmica, e quadros abstratos: quadros muito ou pouco coloridos: quadros complicados (repletos de objetos inusitados) e quadros com poucos traços.

Max Eras(1891-1971), um dos maiores pintores do surrealismo, teve a idéia de friccionar o grafite sobre folhas de papel jogadas ao acaso no assoalho de madeira de sua sala.

Assim, obteve traços “automáticos”, os quais, com progressivas aplicações, resultaram em desenhos bastante sugestivos.

As estrias da madeira, impressas no papel, tiveram o poder de estimular sua fantasia. (Leonardo da Vinci já havia, há mais de quatro séculos, sugerido estimulara fantasia observando-se as manchas de umidade sobre muros velhos.)

Esta técnica, chamada de frottage (“fricção”), que se obtém utilizando qualquer superfície áspera, tornou-se um dos métodos de trabalho favoritos de Max Ernst. Antes de empregar ofrortage.

Ernst praticara muito a técnica de colagem (arte de colar figuras). A obra reproduzida abaixo é, em boa parte, resultado de frottage. A cabeça, o pescoço à esquerda e a decoração geométrica que atravessa a área chanfrada, rosa.

Importância

O surrealismo é o único movimento moderno que experimentou a criação coletiva. Com este objetivo, os surrealistas inventaram métodos semelhantes aos jogos de salão.

Num deles, faz-se circular uma folha de papel dobrada (tantas vezes quantos forem os participantes), sobre a qual cada um deve escrever uma palavra (substantivo, adjetivo, verbo etc.), ignorando o que o outro escreveu.

A frase que se lerá no final, ao abrir a folha, representa o “pensamento inconsciente coletivo”. C’adavre evquis (“cadáver delicado”), parte de um dos primeiros pensamentos recolhidos, acabou por dar nome ao jogo.

Ao se desenhar em vez de escrever palavras, é possível criar as imagens mais absurdas: há muitos desenhos coletivos realizados por pintores, poetas e escritores.

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Dadaísmo: Duchamp, Obras, Contexto Histórico e Conceito

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O Dadaísmo (anticonformismo) é uma atitude típica dos artistas; não é à toa que o senso popular os considera no mínimo estranhos, se não até mesmo um pouco doidos.

Origem de Dadaísmo

Tristan Tzara (1896-1963), seu verdadeiro nome era Jean Rosentok), escritor e poeta, folheando ao acaso um dicionário encontrou o nome que seria dado ao movimento na palavra “dadá”: a primeira silabação dos recém-nascidos.

Esta palavrinha elementar, que não significa nada, foi, assim, eleita o símbolo da revolução artística mais anárquica (contrária a quaisquer autoridades) que jamais surgiu, O Dadaísmo.

Contexto Histórico

O movimento do dadaísmo nasceu em fevereiro de 1916 no Cabaré Voltaire, em Zurique, Suíça (que emprestou seu nome à primeira revista dadá), onde espetáculos e mostras declararam guerra uma guerra de idéias à civilização burguesa que, de acordo com os fundadores do movimento, desencadeou a Primeira Guerra Mundial.

Hügo Bali (alemão). IlansTitcher(germano-americano), Hans Arp (francês) e alguns outros junto com Tzara e Marcel Janco (ambos romenos), intelectuais emigrados de seus países em guerra, com suas apresentações e obras provocativas desejavam se rebelar ao “bom senso”, em nome do qual se formou uma “sociedade corrupta e injusta”.

O movimento dadaísta, com a sua tensão político-social, mais que uma revolução da arte, queria ser uma revolução da vida.

“Ser dadaísta pode significar, conforme ocaso, ser um comerciante, mais um homem de partido do que artista, e ser artista só por acaso” assim escreveu Tzara em um dos seis manifestos, que termina com esta afirmação: “Ser contra este manifesto significa ser dadaísta’.

Obras e artistas

Contemporaneamente às primeiras manifestações artísticas e literárias dadaístas de Zurique, em Nova York, um grupo de artistas promoveu uma revolução análoga.

Francis Picabia (1878-1953), francês (em 1919 irá a Zurique para conhecer Tzara) e Marcel Duchamp (1887-1968, este também francês) são seus promotores, juntamente com o pintor e fotógrafo americano Man Ray (1890-1976).

Em 1917, na Great Central Gallery, aconteceu um dos mais clamorosos escândalos da história da arte. Em suas salas foi exposta uma “escultura” de Duchamp denominada Juntaine (Fonte) na verdade um vaso sanitário de cerâmica branca (desses que se encontram nos banheiros públicos para homens) de ponta-cabeça sobre unia base.

Duchamp, que em 1919 expôs uma reprodução da Giocanda, de Leonardo da Vinci, com bigode e barbicha, foi o primeiro “artista” a escolher objetos comuns, produzidos industrialmente, e apresentá-los nas exposições em lugar de obras pintadas ou esculpidas.

Em 1913, ele expôs a roda dianteira de uma bicicleta, de cabeça para baixo sobre um banquinho. Esses objetos, que se encontram em museus e que não se constituem de peças únicas, foram chamados por Duchamp de Ready-made, que, literalmente, significa “feito-pronto”.

Duchamp

Embora Duchamp tenha declarado que as suas obras prescindem do prazer estético, o efeito por ele causado é o de nos obrigar a observar com um olhar diferente (olhar estético) um objeto comum que nós consideramos apenas útil.

E como se Duchamp fosse capaz de enxergar antecipadamente, por exemplo no ferro de passar mais moderno, a qualidade estética que nós atribuímos ao velho feno de passar a carvão da vovó, que, tendo se tornado raro e inútil, colocamos em cima de um móvel como enfeite.

Em Paris, nos unos 20, aconteceu a mais importante reunião do dadaísmo, que juntou na capital francesa artistas dos grupos suíço, americano e alemão. Tzara. Picabia, Ray, Max Ernst (alemão), amigo de Arp, se encontram e colaboram com aqueles que serão os protagonistas do Surrealismo: os poetas Aragon, Breton, Eluard, Soupault etc.

O Dadaísmo é importante não tanto pelas obras produzidas pelo movimento, mas principalmente pela contribuição que deu à renovação cultural do nosso século, revalorizando a liberdade de expressão e a dimensão do fantástico e do irônico como componentes essenciais da criação artística.

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