O que são Mamíferos – Características, Tipos e Habitat

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Há cerca de 235 milhões de anos, quando os dinossauros eram os senhores da Terra, um grupo de seres, do tamanho de camundongos, medrou e deu origem a uma nova classe zoológica: os mamíferos.

Veremos aqui o que são mamíferos!

Evolução

O primeiro degrau no caminho que liga os répteis aos mamíferos é ocupado pelos pelicossauros, animais dotados de uma crista óssea dorsal que funcionava como mecanismo regulador de temperatura. Dependendo da posição dessa crista em relação ao plano de incidência dos raios solares, o animal recebia mais ou menos calor.

Antes de se extinguirem, os pelicossauros deram origem aos terapsídeos, que se supõe tenham desenvolvido a capacidade de regular a temperatura corpórea, embora abandonando a crista de seus predecessores.

Entre outras características que distinguiam os terapsídeos, já aparecia uma dentição semelhante à que surgiria depois nos mamíferos.

Dos terapsídeos descendem os mamíferos primitivos, animais peludos e de pequeno porte, ancestrais de todas as ordens que se desenvolveriam no curso dos milhões de anos subsequentes.

Mais aptos, os mamíferos suplantaram os répteis, como a classe dominante. Ao contrário dos répteis, os mamíferos cuidavam da prole, o que facilitava a transmissão de comportamentos para os filhotes.

Os que melhor aproveitavam o “aprendizado” mostravam-se mais bem dotados para a sobrevivência. Por seleção natural, o encéfalo dos mamíferos cresceu rapidamente, sobretudo os hemisférios cerebrais centros de memória e inteligência.

E a capacidade de manter a temperatura corpórea constante (homotermia) permitia resistir melhor às mudanças climáticas.

O que são Mamíferos e Características

Os mamíferos apresentam algumas características que os distinguem de todos os outros vertebrados: em primeiro lugar está, é claro, a presença de glândulas mamárias, mas há também a de pelos, exceto nos sirenídeos e cetáceos;

Existem ainda outras particularidades típicas dos mamíferos, embora não sejam exclusivas. Cada uma dessas características será analisada a partir de um exemplo de mamífero bastante familiar: a cabra.

Coração

Como nas aves, o coração dos mamíferos é dividido em quatro cavidades, havendo nele separação completa entre o sangue arterial e o venoso. Diz-se, por isso, que esses animais têm circulação dupla e completa.

Vértebras cervicais

Todos os mamíferos, com exceção de alguns sirênios e desdentados, têm sete vértebras cervicais. É a articulação da primeira vértebra (atlas) com a segunda (áxis) que permite os movimentos da cabeça.

Glândulas mamárias

Surgem a partir de uma modificação das glândulas sudoríparas e estão presentes em todos os mamíferos. Ocorrem nos dois sexos mas nos machos são rudimentares.

Nas fêmeas produzem o leite, substância rica em nutrientes com a qual os recém-nascidos são alimentados. Em quase todas as espécies, as glândulas mamárias estão reunidas formando órgãos característicos: as mamas.

Desses órgãos, a classe dos mamíferos tomou o seu nome, que se origina do latim: manta = mamas, efero = portar.

Pele

A pele dos mamíferos é dotada de pelos (que, na maioria dos casos, fornecem proteção contra as variações climáticas) e de dois tipos de glândulas: sebáceas e sudoríparas.

As primeiras produzem uma substância gordurosa que lubrifica os pelos protegendo-os. As glândulas sudoríparas segregam o suor, pelo qual são expelidas diversas substâncias tóxicas.

O resfriamento provocado pela evaporação do suor regulariza a quantidade de líquido no organismo e equilibra a temperatura corpórea.

Diafragma

Típico dos mamíferos, este músculo separa os órgãos torácicos (coração e pulmões) dos abdominais (estômago, intestino, fígado etc.). Sua capacidade de contração auxilia tanto na respiração como na circulação sanguínea.

Mandíbula

E formada por dois ossos, geralmente fundidos num só bloco. Os outros ossos que formam a mandíbula nos vertebrados inferiores estão reduzidos e modificados nos mamíferos, constituindo os ossículos do ouvido médio (martelo, bigorna e estribo).

Lábios

Exceto os monotremados, todos os mamíferos têm a boca delimitada no exterior pelos lábios, que auxiliam na introdução do alimento na boca.

Cérebro

Nos mamíferos, a parte do cérebro onde estão sediadas a memória e a inteligência é muito mais desenvolvida que em outros animais. Nas espécies mais evoluídas, como o homem, a superfície externa dos hemisférios cerebrais tem maior número de circunvoluções.

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Tipos de Mamíferos

Insetívoros

Mamíferos de pequeno porte, provavelmente muito semelhantes aos mamíferos primitivos antepassados de todos os eutérios.

Vivem nas regiões temperadas e tropicais da Ásia, Europa, África e Américas. Alimentam-se sobretudo de insetos, que trituram com seus dentes pontiagudos. A esta ordem pertence o menor de todos os mamíferos, o musaranho-pigmeu (Suncus etruscus), com 3,5 cm de comprimento e 2 g de peso.

Dennópteros

Existe apenas um único gênero vivo, o Cynocephalus, cujos representantes vivem na Asia. São conhecidos pelo nome de lêmures-voadores e têm hábitos noturnos. Podem planar graças às membranas que ligam as patas dianteiras às traseiras.

Quirópteros

Esta ordem inclui os morcegos. Têm visão deficiente mas seu pavilhão auditivo é bastante desenvolvido.

Os quirópteros orientam-se por ecolocação, que consiste na emissão, a curtos espaços de tempo, de sons muito agudos, que são devolvidos sob a forma de eco pelos objetos a sua volta.

Isso permite que o animal localize os obstáculos e avalie a distância que o separa deles.

Primatas

Nesta ordem encontra-se o homem, ao lado dos macacos e monos, na subordem dos Antropóides. Esta subordem abrange três superfamílias: Cebóides (macacos do Novo Mundo), Cercopitecóides (macacos do Velho Mundo) e
Hominóides (grandes antropóides ou pongídeos e o homem).

A outra subordem dos primatas inclui os prossímios, como os lêmures e társios, arborícolas.

Desdentados

Não possuem dentes ou têm dentes sem esmalte. Procuram alimento escavando o solo ou trepando nas árvores, graças às garras robustas. Vivem apenas na América Central e do Sul.

Folídotos

Têm o corpo protegido por escamas córneas. Os dentes inexistem; a língua é longa e retrátil. Vivem na Ásia e África.

Roedores

Constituem a mais vasta ordem da classe dos Mamíferos. Sua principal característica é o desenvolvimento dos dentes incisivos (dois em cada maxilar). Estão difundidos por todo o mundo.

Lagomorfos

Semelhantes aos roedores, diferem destes por ter • quatro incisivos no maxilar superior. Vivem em todo o mundo.

Cetáceos

Mamíferos aquáticos, de corpo fusiforme (em formato de fuso, isto é, mais espesso no meio que nas extremidades) e com membros adaptados à natação. Vivem nos mares de todo o mundo e em alguns rios das zonas tropicais.

Carnívoros

Incluem numerosas espécies de predadores, muito diversos entre si na forma e nas dimensões. Possuem geralmente unhas bem desenvolvidas e afiadas. Os dentes caninos são robustos e pronunciados. Difundem-se por todo o mundo.

Pinipédios

Considerados por alguns estudiosos uma subordem da ordem dos Carnívoros. São marinhos e os membros anteriores e posteriores transformaram-se em nadadeiras. Vivem sobretudo nos mares frios.

Tubulidentados

A única espécie viva, o orictéropo, tem língua comprida que se alonga para a frente. Vive na Africa.

Hiracóides

Assemelham-se a porquinhos-da-índia, mas seus parentes mais próximos são os animais de casco. Vivem na África e Oriente Próximo.

Proboscídeos

Têm tromba longa. Das numerosas espécies primitivas, hoje vivem duas: o elefante asiático e o africano, os maiores animais terrestres.

Sirênios

São mamíferos herbívoros de vida aquática. Não têm membros posteriores e os anteriores foram adaptados como nadadeiras. Vivem nos mares quentes e em alguns rios africanos e sul-americanos.

Artiodáctilos

Têm dedos funcionais (dois ou quatro). Herbívoros, em geral têm o estômago adaptado à ruminação. Compreendem animais domésticos (bois, cabras, ovelhas, porcos); as espécies selvagens estão difusas nas Américas e Velho Mundo.

Perissodáctilos

Têm geralmente número ímpar de dedos em cada pata. Compreendem os eqüídeos (cavalos, zebras etc.), rinocerontídeos (rinocerontes) e tapirídeos (antas). As espécies selvagens vivem no Velho Mundo e América centro-meridion.

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Aves: Características Gerais, Tudo Sobre, Classe e Habitat

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O protagonista dessa incrível história das Aves é o Archaeopteryx lithographica, que viveu no período Jurássico, em plena era Mesozóica, ou era dos Répteis.

Surgimento das Aves

O Archaeopteryx, porém, era um réptil diferente dos outros (inclusive dos outros voadores, como os pterossauros): tinha desenvolvido um novo instrumento de voo, que complementava as asas as penas.

Dos contemporâneos plumados do Archaeopteryx (ou de uma espécie similar a essa) derivaram as aves, que foram evoluindo cada vez mais. As primeiras aves tinham ainda o esqueleto da cauda bastante longo, e o “bico” munido de dentes.

Além do Archaeopteryx,’ também tinham dentes duas outras espécies plumadas, batizadas pelos cientistas com os nomes de Jchthyornis e Hesperornis, que em grego significam “ave dos peixes” e “ave da noite.

O que caracteriza uma Ave

Vejamos as principais características das aves: São vertebrados e possuem quatro membros, sendo os anteriores (“braços”) geralmente adaptados para o voo; possuem também “ossos pneumáticos” (com cavidades cheias de ar, que as tornam mais leves).

Têm boca projetada em bico (sem dentes, nas aves atuais).

São homeotermos, ou seja, nas aves adultas a temperatura do corpo quase não varia, sendo praticamente independente da temperatura do ambiente;.

Botam ovos, isto é, são ovíparos (o embrião se desenvolve dentro de um ovo, fora do organismo materno); – têm coroo coberto por plumagem;

Um corpo leve

As aves, sobretudo as boas voadoras, têm peso reduzido, em comparação com o volume do corpo. Isso é devido à estrutura particular de seu aparelho respiratório e de seu esqueleto.

Os pulmões dos pássaros são pequenos, mas se ramificam pelo corpo em amplos sacos cheios de ar (sacos aéreos). O esqueleto, parcialmente oco e cheio de ar, é muito leve, embora seja robusto e resistente.

Uma outra adaptação para o voo é a estrutura do esterno (osso dianteiro do peito, que se articula com as costelas), munido de uma grande quilha (isto é, de uma crista saliente), que fornece uma ampla superfície de apoio para os músculos das asas.

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As penas

As plumas e penas são características próprias das aves, distinguindo-as de todos os outros animais. As plumas (penugem leve e macia) cobrem quase todo o corpo da ave inclusive debaixo das penas – e servem para protegê-la das mudanças de temperatura e do impacto com o ar e com objetos.

As penas, produto da epiderme, são constituídas principalmente pela queratina. Uma pena completa é formada por um tubo transparente (cálamo) que, mergulhado no folículo (“poro” da pele), prolonga-se no ráquis.

Em cada lado do ráquis há uma série de barbas (“ramificações”) paralelas, cujo conjunto constitui o vexilo ou estandarte.

Cada barba, por sua vez, é provida de numerosas barbeias, que se unem entre si por delgadas bárbulas em forma de gancho.

As penas que cobrem o corpo das aves recebem o nome de tectrizes; as que se prendem nas asas são as rêmiges; e as que constituem a cauda são as rectrizes.

Elas formam uma superfície contínua de revestimento, que oferece uma notável resistência ao ar e é impermeável à água (graças às substâncias gordurosas secretadas pela pele das aves).

O conjunto de plumas e penas, ou seja, a plumagem que recobre o corpo das aves, tem várias funções: permite o voo, protege do calor e do frio (funciona como isolante térmico), ajuda a flutuar na água e contribui para a manutenção de uma temperatura ideal durante a incubação (choco).

Juntamente com as asas, as penas são o principal instrumento de voo, funcionando como “hélices” e estabilizadores de voo.

As asas

As asas, presentes em todas as aves, são os membros anteriores modificados. São formadas pelo úmero, rádio e cúbito, e pela mão, adaptada e constituída por três metacarpos, cada um com seu dedo. 14 asas são uma evolução dos membros anteriores das aves-répteis pré-históricas.

São “braços”, em cujas partes principais nasceram as rêmiges, penas sem as quais as aves não voam. Esse processo evolutivo tem por base a seleção natural, que faz com que os mais aptos sobrevivam.

Exemplo: os pterossauros, apesar de voarem, não desenvolveram a homeotermia, enquanto as aves, graças à temperatura constante do corpo, podiam migrar. Essa deficiência dos pterossauros levou-os à extinção.

A Classificação

As aves, com cerca de 9 000 espécies, constituem uma das mais vastas classes pertencentes ao filo dos Cordados (que têm esqueleto) e ao subfilo dos Vertebrados (que têm coluna vertebral ou “espinha dorsal”).

Segundo os conceitos modernos, subdividem-se em 27 ordens:

  • Anseriformes (exemplo: patos, gansos, cisnes)
  • Aodiformes (beija-flores)
  • Apterigiformes (quiuis)
  • Caprimulgiformes (curiangos)
  • Caradriiformes (gaivotas, quero-queros)
  • Casuariiformes (casuares)
  • Ciconiiformes (garças, flamingos)
  • Cdiiformes (colius)
  • Columbiformes (pombos)
  • Coraciiformes (mastins-pescadores)
  • Cuculifonnes (anus)
  • Esfenisciformes (pingüim)
  • Estrigiformes (corujas)
  • Estrutioniformes (avestruzes)
  • Falconiformes (urubus, condores, gaviões)
  • laliformes (galinhas)
  • Gaviiformes (iavia)
  • Gruiformes (seriemas)
  • Passeriformes (que compreende metade de todas as espécies, com mais de 4 000 variedades: canários, sabiás, pardais, andorinhas etc.)
  • Pelicaniformes (pelicanos)
  • Piciformes (pica-paus)
  • Podicepidiformes (mergulhões)
  • Procelariiformes (albatrozes)
  • Psitaciformes (papagaios, periquitos, araras)
  • Reiformes (emas)
  • Tinamiformes (codornas)
  • Trogoniformes (surucuás)

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Respiração: Tipos, Regras, Exceções, Brânquias e Cutânea

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Em todos os animais, sem exceção, as células absorvem oxigênio e liberam gás carbônico. As formas pelas quais o oxigênio do ambiente externo penetra no organismo, porém, são diferentes. Isso é respiração.

Diferenças

A primeira diferença, fundamental, diz respeito precisamente à natureza do oxigênio a ser absorvido: todos os animais que vivem em terra firme utilizam o oxigênio presente na atmosfera, enquanto os animais aquáticos geralmente usam o oxigênio dissolvido na água.

Mas essa regra comporta algumas exceções. O ditiscídeo, como se viu, respira oxigênio do ar, embora viva constantemente na água; o mesmo se verifica com outros animais, como as baleias e os golfinhos, que vivem na água, mas respiram oxigênio atmosférico.

Respiração na água

Assim, embora as águas abriguem alguns animais que respiram oxigênio atmosférico, a maior parte dos seres aquáticos utiliza para a respiração o oxigênio que está dissolvido na água.

Neste último caso, a respiração é mais fácil e requer um aparelho respiratório menos complexo que o dos animais terrestres.

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Respirando com a pele

Muitas espécies de animais cuja constituição orgânica é mais simples não dispõem de órgãos respiratórios propriamente ditos, mas absorvem o oxigênio através da superfície do corpo. E o caso, por exemplo, dos protozoários, das esponjas e dos celenterados.

As brânquias

A denominação brânquias indica os órgãos respiratórios dos animais aquáticos de uma maneira geral, mesmo que na realidade esses órgãos assumam aspectos muito diferentes nos diversos grupos.

Em alguns casos, a função respiratória é realizada por órgãos completamente diferentes, insólitos mesmo – como ocorre com os tubificídeos (vermes do grupo dos Anelídeos), cuja respiração se dá através da mucosa intestinal.

Respirar fora da água

Após mais de 500 000 anos transcorridos exclusivamente na água, os animais conseguiram conquistar a terra firme. Os primeiros traços fósseis desse evento remontam a 300 milhões de anos e indicam que os primeiros conquistadores pertenciam ao grupo dos Artrópodes. Como respiram esses pioneiros?

A traqueia

O órgão respiratório predominante entre os artrópodes é a traqueia, típica dos insetos e dos miriápodes. A traqueia consiste em tubos ramificados nas extremidades, com paredes reforçadas por anéis – característica que lembra a traqueia dos vertebrados.

A abertura desse órgão respiratório para o exterior faz-se através de orifícios existentes nos lados dos segmentos do corpo (os estigmas); para o interior, ramificam-se à maneira de vasos capilares, distribuindo oxigênio para todos os tecidos.

Nos grupos de insetos que compreendem os melhores voadores (como os dípteros e himenópteros), a traqeéia conduz também a câmaras aéreas particularmente amplas e desenvolvidas; assim, “inchado” de ar, o corpo desses insetos torna-se muito mais leve.

 

Os peixes: respiração por brânquias

Os peixes respiram pelas brânquias. Neste caso, trata-se de lâminas percorridas por numerosos vasos sanguíneos, existentes em ambos os lados da cabeça e abrindo-se, no interior, para o fundo da boca.

A água entra pela boca e sai pelos lados da cabeça, passando pelas brânquias e fornecendo-lhes oxigênio. Nos peixes cartilaginosos (tubarões e raias), as fendas branquiais abrem-se diretamente nos lados do corpo. O

equipamento respiratório do tubarão, mais primitivo que o dos peixes ósseos, obriga-o a mover-se sempre com certa velocidade, de modo a formar uma corrente de água ininterrupta passando pelas brânquias: é a única maneira de oxigená-las suficientemente.

Os peixes ósseos, ao contrário do tubarão, conseguem respirar mesmo mantendo-se imóveis na água; ocorre que suas brânquias são recobertas externamente por uma espécie de escudo, o opérculo, que se movimenta continuamente e bombeia água da boca para as brânquias.

Anfíbios e respiração cutânea

O termo “anfíbio— deriva do pego e significa “seres de vida dupla”. Trata-se de uma denominação adequada: os ovos e estágios jovens desses animais, com raríssimas exceções, são aquáticos, enquanto os indivíduos adultos vivem a maior pane do tempo em terra firme.

Essa diferença de adaptação reflete-se também em seu aparelho respiratório: uma es rã recém-nascida, ou seja, um girino, de possui brânquias e respira oxigênio dissolvido na água, como os peixes.

enquanto uma rã adulta respira ar atmosférico com pulmões rudimentares. Além disso, uma porcentagem notável do oxigênio necessário ao organismo dos anfíbios é absorvida pela superfície da pele a respiração cutânea.

Os estranhos pulmões dos répteis

De acordo com o grupo a que pertençam, os pulmões dos répteis podem assumir formas e tamanhos muito variados.

No camaleão, como se pode ver na figura à direita, os pulmões apresentam a extremidade subdividida em numerosos apêndices, enquanto nas serpentes devido à forma do corpo um dos pulmões é bastante reduzido e o outro excepcionalmente alongado.

Em algumas tartarugas aquáticas, por sua vez, os pulmões são protegidos’por câmaras ósseas; essa proteção permite que as tartarugas mergulhem a grandes profundidades, sem que os pulmões sejam excessivamente comprimidos pela enorme pressão da água.

Os sacos aéreos das aves

No grupo dos Vertebrados, o mais eficiente aparelho respiratório é privilégio das aves. Isso se deve ao fato de que os pulmões propriamente ditos são ligados a sacos aéreos na verdade dilatações dos brônquios que se insinuam entre os músculos e os ossos grandes.

Dessa forma, o movimento muscular exigido para o voo comprime e dilata esses sacos, o que acarreta uma excepcional ventilação dos pulmões aliás, bem mais intensa do que a observada nos mamíferos, cujos pulmões são bastante eficientes e atingem o maior grau de complexidade no reino Animal.

Os grandes pulmões dos mamíferos

A superfície interna dos pulmões dos mamíferos tem uma extensão incrível. Os pulmões do ser humano, por exemplo, possuem uma superfície correspondente à área de um apartamento pequeno ou médio.

Nos pulmões humanos, os brônquios formam uma espécie de ”árvore” cujos ”galhos” se subdividem em bronquíolos.

A extremidade do bronquíolo é formada por uma vesícula semelhante a um cacho de uvas com os bagos soldados: são os alvéolos pulmonares, cujas paredes constituem a vasta superfície que absorve o oxigênio do ar.

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Animais Vertebrados – Aves, Peixes e Como se classificam

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Peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos são muito diferentes entre si, mas possuem uma característica comum: o esqueleto, que sustenta o corpo cujo eixo principal é a coluna vertebral Daí o nome do grande dos animais vertebrados.

A coluna vertebral

Dentre as inúmeras e importantes particularidades dos vertebrados, a coluna vertebral destaca-se como a mais típica característica.

Chamada também de espinha dorsal, trata-se de uma estrutura de sustentação que percorre o eixo dorsal (costas) do corpo.

E formada por um número variável (mas sempre elevado) de vértebras, peças ósseas que apresentam uma cavidade central; essa cavidade das vértebras abriga um longo cordão nervoso, a medula espinal.

As vértebras ligam-se umas às outras mediante articulações que são sempre flexíveis, embora o grau dessa flexibilidade varie conforme a espécie.

Esqueleto interno

A coluna vertebral é apenas uma parte do esqueleto dos vertebrados. Na verdade, o esqueleto como um todo  incluindo membros e crânio apresenta características muito interessantes, pois trata-se de uma engenhosa forma de sustentação interna do corpo.

Existem outros animais, além dos vertebrados, que apresentam estruturas de sustentação: os moluscos frequentemente dispõem de uma concha.

Os ouriços-domar e as estrelas-do-mar apresentam um esqueleto dérmico que é uma espécie de carapaça composta de várias peças articuladas; insetos, aranhas, crustáceos e centopeias também possuem uma couraça (exosqueleto) formada por peças articuladas.

Só os vertebrados, porém, são dotados de um esqueleto interno. A cabeça e os membros constituem elementos característicos to esqueleto interno.

Todos os vertebrados possuem um crânio, uma espécie de “caixa óssea” que encerra o cérebro; como todos os outros animais os invertebrados não têm essa estrutura, o subfilo dos Vertebrados é conhecido também pelo nome de Craniata.

A estrutura dos membros varia de acordo com o grupo animal, mas apresenta alguns elementos comuns a todos os vertebrados. A figura ao lado mostra a diferente disposição do esqueleto dos membros nos anfíbios, répteis e mamíferos.

Os ciclóstomos

As lampreias pertencem à classe dos Ciclóstomos. Embora se conheçam poucos fósseis desta classe, ela é considerada a mais primitiva dentre os vertebrados. Assemelham-se às enguias e sua boca circular, desprovida de mandíbulas, funciona como uma ventosa.

As aves

Entre os próprios répteis pré-históricos já existiam espécies voadoras, providas de asas. As aves propriamente ditas, no entanto, conseguiram vários progressos em relação aos répteis, o que lhes permitiu conquistar definitivamente o domínio dos ares.

Tinham a seu favor as penas (resultantes da evolução de escamas), os ossos leves (porque providos de sacos aéreos), que proporcionavam um vôo mais eficiente, e o sangue quente, que lhes possibilitava adaptar-se ás mais variadas regiões climáticas. Outra característica da evolução das aves foi a gradual transformação dos dentes em bico córneo.

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Peixes encouraçados

Os primeiros fósseis conhecidos de vertebrados remontam há cerca de 450 milhões de anos. São os ostracodermos, uma classe de animais semelhantes a peixes que viviam em água doce e possuíam o corpo protegido por uma espécie de robusta couraça óssea; a boca também era circular, como a dos ciclóstomos.

Mais recente, a classe dos Placodermos abrigava seres igualmente providos de uma couraça; tinham dimensões maiores e a boca provida de mandíbula.

Peixes cartilaginosos e ósseos

Após o desaparecimento dos ostracodermos e dos placodermos, o domínio das águas passou para os peixes, um grupo de vertebrados mais evoluído.

O esqueleto dos primeiros peixes era formado por cartilagens. Em seguida surgiram os peixes ósseos, que constituem até hoje o grupo de vertebrados mais rico em espécies.

Ainda existem os peixes cartilaginosos, e com espécies muito ‘bem-sucedidas” como os tubarões.

Os anfíbios

Após terem completado a conquista das águas, os vertebrados adaptaram-se terra firme. Os pioneiros dessa nova conquista foram os anfíbios descendentes de peixes, que, devido às pressões do meio, tiveram de se adaptar a uma vida mista (terra e água).

Os répteis

O efêmero domínio que os anfíbios exerceram sobre a terra firme foi interrompido pelo sucesso dos répteis, seus descendentes. Não há que pensar, porém, em lutas dramáticas entre esses grupos, mas em um simples processo evolutivo.

 

Os mamíferos

Descendentes dos répteis, como as aves, os mamíferos superaram seus antepassados no domínio da terra firme principalmente devido ao sangue quente e à reprodução vivípara (dentro do útero da mãe), que assegura proteção prolongada e mais eficiente aos filhotes.

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Animais Invertebrados: Grupos, O que são e Tipos

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De modo geral, não há a menor dificuldade em reunir homens, ratos, pássaros, rãs e sardinhas no mesmo grande grupo de animais.

Apesar de tão diferentes entre si, todos apresentam uma característica comum: são providos de um esqueleto interno, formado por numerosas peças dispostas em série as vértebras. Por essa razão eles costumam ser agrupados no subfilo dos Vertebrados.

Falaremos hoje sobre os animais invertebrados.

O que são Invertebrados?

Mas o que teriam em comum esponjas, medusas, vermes, caramujos, camarões, moscas, aranhas, estrelas-do-mar e a retedora? Aparentemente, nada.

Essas espécies possuem, cada uma, suas próprias características, diferentes das demais. Se, no entanto, for necessário reunir esses animais sob uma designação comum, pode-se usar o velho termo invertebrados, indicador de uma “ausência”.

Ou seja: nenhuma das espécies desse grupo tem esqueleto em forma de eixo munido de vértebras. O que os invertebrados têm em comum não é uma determinada característica, mas a falta dela.

Ao grupo dos invertebrados pertence a maioria dos animais, isto é, 96%. Este mundo animal, portanto, é ilimitado e multiforme, não podendo ser descrito como um conjunto homogêneo.

Daremos aqui apenas um panorama dos invertebrados particularmente interessantes, como, por exemplo, os briozoários.

Animais invertebrados

Quando se passeia pela praia, é frequente encontrar na areia montes de folhas longas depositadas pela maré. Conhecidas popularmente como “algas”, essas folhas são, na verdade, uma espécie de erva marinha chamada posidônias.

Examinando-as mais de perto, não é difícil descobrir em sua superfície certas manchas esbranquiçadas, mais ou menos numerosas, semelhantes a incrustações calcárias. Postas sob a observação de uma lupa, estas revelam uma delicada estrutura em forma de rede.

Colônias

Na realidade, trata-se de uma colônia de animais: cada malha da “renda” corresponde a uma pequena cela de 1 mm de comprimento onde habita um minúsculo animal.

Colônias semelhantes, embora de tamanhos variados, também são visíveis sobre conchas ou na superfície das rochas marinhas, como no caso da retedora.

Colônias de espécies afins desenvolvem-se sob a forma de um “musgo”, e tal fato lhes confere o nome de briozoários, que significa, em grego, ”musgos-animais”.

Cada indivíduo da colônia é constituído por uma parte dura, estruturada como uma pequena cela, e por uma parte mole, chamada zooide, que possui uma coroa de tentáculos.

A função desses tentáculos – que são recolhidos ao menor sinal de perigo – consiste em capturar os microrganismos que servem de alimento ao pequeno animal. Soldadas entre si, as celas dos vários indivíduos formam o esqueleto da colônia.

O Grupo

Embora pareça estranho, pode-se dizer que todos os grupos animais pertencem ao grupo dos invertebrados. A essa afirmação, segue-se uma imediata reação: e os vertebrados, onde são colocados?

É importante lembrar que essa grande categoria de animais é, na realidade, uma simples subdivisão de um grupo que abrange também outras espécies, como, por exemplo, as do filo dos Condados, onde alguns animais como as ascídeas e as salpas não apresentam coluna vertebral e, portanto, são invertebrados.

A partir dessas observações, torna-se evidente que seria completamente impossível fornecer aqui um quadro que abrangesse todos os invertebrados: somente os fitos (ou seja, cada uma das grandes divisões do reino Animal) compreendem cerca de trinta tipos.

No esquema abaixo, estão representados os filos maiores e mais interessantes; a única exceção é a do filo dos Cordados, com um número relativamente reduzido de invertebrados.

A altura das colunas é proporcional ao número de espécies de cada filo. Vejamos alguns animais desprovidos de órgãos próprios e verdadeiros. Conhecidos como esponjas, são os mais antigos entre os animais pluricelulares.

Celenterados

Animais de estrutura muito simples; seu corpo possui apenas uma abertura circundada de tentáculos que coletam o alimento.

Platelmintos

São os vermes de organização mais simples e os primeiros animais (na ordem evolutiva) com simetria bilateral (as esponjas são assimétricas e os celenterados possuem simetria radial).

Asquelmintos

Grupo de vermes que abrange espécies cilíndricas (nematódeos e gordióideos), e espécies com o corpo em forma de saco (em grego, asquelminto significa “verme-saco”).

Anelídeos

São vermes dotados de uma complexa organização interna. Seu corpo é subdividido em segmentos.

Artrópodes

Compõem o mais vasto filo entre todos os seres vivos. Reúnem alguns dos grupos mais bem sucedidos do reino Animal, como, por exemplo os insetos, os crustáceos e os aracnídeos.

Moluscos

Formam, depois dos artrópodes, o maior filo do mundo animal. Têm o corpo mole, normalmente protegido por uma concha simples ou bivalve.

Equinodermos Exclusivamente marinhos, têm o corpo protegido por um esqueleto que cresce ligado à espessura da pele, denominado derma esqueleto.

Organismos unicelulares com características animais e vegetais ao mesmo tempo, os protozoários são, tradicionalmente, considerados como pertencentes ao reino Animal. Seu nome, aliás, deriva do grego e significa “primeiros animais”.

Com o desenvolvimento da biologia, algumas correntes da taxonomia passaram a classificar os seres vivos não mais em dois e sim em quatro remos: Vegetal (Mel aphiIa), Animal (Melazoa), Monera e Protista.

Este último inclui os protozoários, junto com os fungos e as algas; o grupo Monera abrange as bactérias e as algas azuis (cianoficeas).

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Classificação dos animais – Filo, Taxonomia, O que é e Como é

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Para a taxonomia, ramo da ciência que trata da classificação dos seres vivos, a unidade básica é a espécie. Por espécie se entende o conjunto de indivíduos semelhantes entre si e aos ancestrais em detalhes de sua estrutura, sendo tanto o macho como a fêmea capazes de gerar indivíduos também aptos, por sua vez, à reprodução.

Um mulo ou uma mula são híbridos, resultam do cruzamento de jumento e égua ou de cavalo e jumenta. Com pai., de espécies diferentes, o mulo e a mula são estéreis, incapazes de se reproduzir.

Sistema Binominal

Os taxonomistas dão a cada animal dois nomes latinos: o que vem em primeiro lugar, escrito com inicial maiúscula, indica o gênero: o que vem em segundo, em minúscula, designa a espécie.

Essa nomenclatura dupla indica o agrupamento e a subdivisão dos seres vivos em diferentes categorias, de acordo com a sua afinidade.

Assim, enquanto lupus (que é um adjetivo) pode ser considerado o nome próprio do lobo (escrito com inicial minúscula), Canis (um substantivo) corresponderia ao seu “sobrenome”, ou seja, um nome dado não apenas ao lobo mas também às outras espécies que lhe são afins.

É o caso, por exemplo, do cachorro doméstico (Canis familiaris); do dingo australiano (Canis dingo) e do próprio coiote (Canis latrans).

Quando populações de uma mesma espécie separadas no espaço são diferentes, os taxonomistas classificam-nas em categorias inferiores diferentes: as subespécies que aparecem indicadas com outro adjetivo em latim, com inicial minúscula, logo após a espécie.

Um exemplo de subespécie é a nossa própria. O homem atual é chamado em linguagem científica Noma sapiens sapiens; o homem de Neanderthal recebeu o nome de Noma sapiens neandertalenses. Tanto um quanto o outro pertencem, entretanto, ao mesmo gênero e espécie.

A espécie

Os indivíduos que pertencem a uma de terminada espécie são similares entre si e distinguem-se das outras espécies por algumas características.

O lobo distingue-se das espécies afins por: 2 m de comprimento, incluindo a cauda (30 a 50 cm), e pesa entre 40 e 55 kg. O seu “primo” coiote não excede 1,50 m, incluindo a cauda, e seu peso máximo é 23 kg;

O gênero

No gênero estão reunidas, geralmente, as espécies com afinidades entre si. O gênero Canis, por exemplo, ao qual pertence o lobo, inclui oito espécies: o cão ico, quatro tipos de chacal, o coiote, o dingo e o lobo.

A família

Gêneros afins são reunidos em categorias denominadas famílias. Os nomes pelos quais as famílias são indicadas derivam do nome do gênero mais representativo da mesma família e terminam com a desinência (deos. A família do lobo, por exemplo, é a dos Canídeos.

A ordem

É constituída de famílias aparentadas entre si. Como todos os representantes dos Canídeos são conhecidos comedores de carne, a taxonomia agrupa-os na ordem dos Carnívoros.

Na mesma ordem, porém, estão incluídas as focas e outros mamíferos marinhos que muitos estudiosos preferem incluir numa ordem mais específica: a dos Pinípedes.

A classe

De modo geral a classe é uma categoria sistemática muito precisa pois abarca grupos de animais que, embora diferentes no aspecto, possuem características exclusivas.

Os Canídeos pertencem à classe dos Mamíferos, grupo de animais que se caracterizam, sobretudo, pela presença de glândulas mamárias.

O filo

Compreende classes cujas espécies frequentemente divergem muito em termos de aspecto mas se assemelham na organização interna.

Os lobos pertencem ao filo dos Cordados, que apresentam coluna vertebral ou que, pelo menos numa fase da vida, em notocórdio (corda dorsal fibrosa precursora da coluna).

O reino

Tradicionalmente, os organismos vivos são subdivididos em dois remos: o Vegetal e o Animal. Algumas correntes da taxonomia, no entanto, consideram como independentes mais dois: Protista (protozoários, fungos e algas) e Monera (bactérias e algas azuis).

Por que classificar

Dispondo-se da classificação de um determinado ser vivo, é relativamente fácil compreender seu processo evolutivo e saber quais outros seres são seus parentes.

Há outros usos mais práticos da taxonomia, também. A identificação detalhada que ela permite auxilia, por exemplo, no combate às espécies nocivas ao homem, aos animais e às plantas e na preservação das que são úteis.

As armadilhas da aparência

Para estabelecer o grau real de parentesco entre as numerosas espécies de animais não basta levar em conta apenas uma característica.

Seria impossível, naturalmente, dividir em um único grupo todos os animais alados. Para compreender o motivo, basta observar o esquema à esquerda, que demonstra que, em termos de características estruturais, um pássaro, na realidade, tem mais afinidades com um peixe do que com outro animal com asas: a borboleta.

Esse exemplo simples esclarece também por que os taxonomistas reuniram em um único filo os pássaros e os peixes e num outro filo as borboletas.

Como classificar

Os caracteres usados pelos taxonomistas como base de reconhecimento têm variado desde Lineu. Antes da obra revolucionária de Charles Darwin A Origem das Espécies (1859), onde ele apresentou suas teorias de evolução e adaptação, levavam-se em conta sobretudo as características morfológicas, anatômicas, e fatores relacionados à distribuição geográfica.

Após as descobertas de Darwin, procurou-se apoiar as classificações numa base genética. A taxonomia moderna apóia-se não apenas nos caracteres hereditários transmitidos pelos cromossomos, mas também nas peculiaridades bioquímicas, fisiológicas, anatômicas, embriológicas, de comportamento e de distribuição geográfica.

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O que são Vírus? Características, Estrutura e Doenças

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Ao nos aproximarmos de uma célula, que se apresenta como um corpo arredondado e brilhante, percebemos que ela mostra algo estranho e perturbador: está rodeada por corpúsculos de forma geométrica que possuem uma espécie de cauda fincada no corpo…

Na verdade estamos assistindo a uma tragédia: a célula foi “assaltada” por organismos infinitamente pequenos (os vírus), que acabarão por destruí-Ia.

O assalto à célula é a manifestação de uma doença infecciosa e os corpúsculos têm um nome que quer dizer veneno.

O que são Vírus?

O vírus é uma molécula de ácido nucleico (cuja abreviação é ADN ou ARN) envolvida por unia espécie de casca (cápsula proteica) proveniente das células parasitadas pelo vírus.

O ADN (ácido desoxirribonucleico) e o ARN (ácido ribonucleico) são as substâncias que, na fase de reprodução dos seres vivos, providenciam a transmissão das instruções do código genético.

O vírus, portanto, é um pedacinho de gene, uma potencialidade de vida encerrada em um invólucro protetor. Mas, fora de uma célula (célula hospedeira), o vírus não sabe viver: é inerte como um cristal de rocha.

ARN E ADN

Nem sequer sabe se reproduzir sozinho; para se multiplicar, precisa aproveitar, com proteicas. Depois, demonstrou-se que os cristais de vírus são constituídos em parte de substâncias proteicas e em parte de ácidos nucleicos, os responsáveis pela reprodução do vírus quando este invade a célula.

O ARN é um tipo de ácido nucleico presente em muitos vírus, entre os quais o do mosaico do fumo, o da poliomielite e o da gripe.

Já o ADN encontra-se em todos os outros tipos de vírus. Assim, os vírus bacterianos, que atacam as células bacterianas e se reproduzem no interior das próprias células (bacteriófagos), são constituídos de ADN. Os vírus, portanto, têm ADN ou ARN, nunca os dois.

Tipos de vírus

O vírus possui uma estrutura definida e regular que, juntamente com as propriedades antígenas, permite a classificação.

Os vírus não infectam somente os animais, mas também os vegetais e as bactérias; portanto, numa primeira e geral subdivisão, podemos classificar os vírus em animais, vegetais, bacteriófagos, ou simplesmente fagos.

Além disso, os vírus são parasitas muito específicos: um vírus vegetal não infecta um animal, e um vírus animal não parasita um vegetal.

Estruturas de um vírus

As estruturas fundamentais dos vírus são duas: vírus com cápsula proteica em forma de icosaedro (isto é um poliedro de vinte faces retangulares) e vírus com cápsula em forma helicoidal, semelhante a uma mola em espiral.

Todos são formados de partículas chamadas aprosômetros, cada uma constituída de duas ou três moléculas de proteínas.

Nos vírus em forma de icosaedro, o ácido nucleico está disposto em espiral, e os aprosômetros estão dispostos na parte externa da espiral, como os degraus de uma escada em caracol.

Existem mais de 150 espécies de vírus, reunidos numa vintena de grupos; com certeza, outros mais serão descobertos.

A tabela apresenta a classificação atual; como se pode ver, os vírus são responsáveis por dezenas de doenças do homem, entre as quais todas as doenças exantemáticas, típicas das crianças, e as gripes comuns. A AIDS, uma das doenças mais terríveis do nosso século, também é provocada por um vírus, o 141V.

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Anticorpos

Nos organismos dos animais, e portanto também no homem, os vírus provocam a formação de anticorpos específicos, que conferem imunidade às doenças.

Em alguns casos, a imunidade à doença pode ser permanente e em outros, temporária; portanto, a pessoa pode ser novamente acometida pela doença virótica. É na formação de anticorpos que se baseia o mecanismo da vacinação.

Os vírus provocam também a formação, dentro da célula invadida, de uma proteína antiviral (interferona), que dificulta a multiplicação do vírus no interior da célula.

A reprodução do vírus

O vírus não é capaz de se reproduzir de forma autônoma. No entanto, é capaz de transmitir a própria informação genética e de duplicar o ácido nucleico, utilizando parte do mecanismo da célula hospedeira.

Não tem sequer condições de crescer, mas “fabrica” as proteínas de que é constituída sua cápsula, utilizando os mesmos mecanismos da célula que o hospeda.

Por conseguinte, é um parasita completo desempenhado.

Sua reprodução ocorre nas seguintes fases:

1) introdução do ácido nucleico na célula hospedeira;

2) fabricação de todas as moléculas necessárias para a reprodução do ácido nucleico;

3) fabricação de todas as moléculas viróticas;

4) formação dos novos vírus no interior da célula hospedeira;

5) liberação dos vírus e morte da célula hospedeira.

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Hereditariedade e Genética – Significado e O que é

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O mecanismo de hereditariedade e genética, pelo qual alguns caracteres passam de uma geração para a outra, reside em unidades invisíveis chamadas genes, contidas em formações filamentosas os cromossomos, que por sua vez se localizam no interior do núcleo das células.

Os genes são responsáveis pelas informações hereditárias da espécie; são eles que fazem com que animais e vegetais apresentem características que lhes são próprias, como o tamanho, a forma, a cor etc.

O que é Genética?

O estudo da hereditariedade chama-se genética. Enquanto a evolução se ocupa sobretudo em explicar e registrar as contínuas transformações sofridas pelas espécies, a genética, ciência da hereditariedade, incumbe-se dos mecanismos que vão regular a transmissão dessas características.

Hereditariedade

O patrimônio da hereditariedade que cada indivíduo recebe de seus genitores pode ser comparado a uma rica biblioteca na qual estão contidas todas as instruções necessárias à construção de um organismo.

A singularidade é que essa biblioteca está totalmente inserida na única célula da qual se origina cada indivíduo; os “livros” de que essa biblioteca se compõe correspondem aos cromossomos encerrados nessa célula.

Cada capírulodesses “manuais de instrução” são os genes, e as letras com que se escrevem as instruções são fragmentos de grandes moléculas as moléculas do ADN, ácido desoxirribonucleico.

A maior parte desses termos parece, à primeira vista, obscura e misteriosa. No entanto, com o material contido nestas páginas eles vão se tomar bastante compreensíveis e até familiares.

Cromossomos

todas as células humanas contêm 46 cromossomos. Essa regra, no entanto, tem uma exceção: a do espermatozoide (no homem) e da célula-ovo (na mulher), que possuem apenas 23.

Isso ocorre porque no curso da formação dessas células intervém um tipo especial de divisão celular, chamado meiose ou miose, na qual o número total de cromossomos é dividido ao meio.

Contudo, quando a célula-ovo e o espermatozoide se unem, somam os seus cromossomos, razão pela qual o zigoto possui 46, resultado da soma de 23 do pai mais os 23 da mãe.

Zigoto

Todo ser humano foi originado a partir de uma única e minúscula célula – o zigoto. Este é resultante da união de duas células especializadas denominadas gametas: uma delas, o espermatozoide, produzida pelo pai; a outra, o óvulo ou célula ovo, formada pela mãe.

O zigoto é, portanto, uma espécie de célula filha, que contém genes provenientes do pai e da mãe. E a combinação desses genes que vai definir como será o filho quanto aos caracteres da hereditariedade.

Formado, o zigoto sofre milhões de divisões celulares (pelo processo denominado mitose), que originarão o novo indivíduo, semelhante a qualquer outro ser humano, mas com características próprias herdadas.

Por exemplo: olhos azuis como os da mãe, cabelos crespos como os do pai, nariz parecido com o do avô etc.

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Genes e Genética

Durante séculos, o mecanismo de trans- missão de caracteres constituiu um mistério. Foi a partir do fim do século XIX que o estudo da hereditariedade tornou-se uma ciência autônoma.

O trabalho do abade austríaco Gregor Mendel (18221884), que por longos anos passou despercebido, representa o marco inicial da genética.

Foi Mendel quem lançou a hipótese de que as características de cada indivíduo seriam determinadas por pares de genes e que de cada uma dessas parelhas um gene seria de origem materna e o outro de origem paterna.

Os próprios genes, para Mendel, eram entidades misteriosas, mas com o tempo a ciência descobriu que eles são traços daqueles delicados filamentos os cromossomos.

A designação gene (do grego genos = raça) foi, porém, conservada, e dela derivou-se o nome da ciência que se ocupa da hereditariedade.

ADN: O CÓDIGO DA GENÉTICA

Depois que foram descobertas as leis que regulam a transmissão dos caracteres e de ter sido revelado que a chave do mistério se encontra nos genes, restava definir um aspecto muito importante.

A substância química que os compõe, e compreender de que forma um aglomerado microscópico de substâncias, localizadas no interior do núcleo celular, pode transmitir de uma geração para a outra informações tão precisas a ponto de reproduzirem no filho uma enorme quantidade de traços dos pais.

Tudo isso, descobriu-se, é possível graças às características particulares da substância que constitui os filamentos dos cromossomos.

Trata-se de uma substância orgânica que forma moléculas gigantes – o ácido desoxirribonucleico, conhecido pela sigla ADN.

A descoberta da estrutura do ADN foi fruto das pesquisas efetuadas por Maurice Wilkins e Francis Crick, biofísicos ingleses, e James Watson, bioquímico norte-americano, a partir da década de 1940.

Uma escada em caracol

Uma reconstrução de uma pequena porção de molécula de ADN (impossível porém de ser vista em qualquer microscópio) mostra que ela se assemelha a uma escada em caracol.

Os bordos dessa escada – os “corrimões” – são constituídos por moléculas de um açúcar (a desoxirribose) e moléculas contendo fósforo, que se alternam em sequência contínua.

Cada degrau da escada, por sua vez, é formado por um par de substâncias particulares denominadas bases nitrogenadas.

As bases nitrogenadas são de quatro espécies diferentes: adenina, timina, guanina e citosina. Estas combinam-se sempre da mesma maneira, como se fossem peças de encaixar: a adenina com a timina e a guanina com a citosina.

Um gene de um cromossomo pode conter 2 000 degraus desse tipo, ‘e os 46 cromossomos que existem em cada célula do ser humano contêm de 4 a 6 bilhões.

Quando os cromossomos se duplicam, as duas metades da escada separam-se, e sobre as bases nitrogenadas que ficaram livres encaixam-se as bases correspondente cada uma delas transporta um grupo fosfórico e unia molécula de desoxirribose.

Quando o processo termina, no lugar da cadeia originária encontram-se duas iguais entre si e, portanto, também iguais ao modelo inicial.

Assim, as células, mesmo se dividindo, conservam intato seu patrimônio da genética. O número de cromossomos e, em conseqüência, o comprimento dessas escadas variam conforme a espécie. Porém entre indivíduos da mesma espécie o comprimento das escadas é sempre igual; varia a posição dos nucleotídeos.

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Seleção Natural: Evolução e Lei do Mais Forte

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Existe hoje uma enorme variedade de espécies de plantas (mais de 250 000) e animais (cerca de 1 milhão). Todas essas espécies (e também as extintas) são, provavelmente, descendentes de uma única forma de vida, bastante simples, que surgiu no mar há mais de três bilhões de anos.

Portanto, as plantas e animais mudaram e mudam ainda com o tempo, diferenciando-se do ancestral comum e difundindo-se sobre a Terra: esse grande processo natural, incessante, é a evolução.

Trata-se de um fenômeno muito complexo, embora seus mecanismos fundamentais sejam essencialmente três: as mutações, a seleção natural e o isolamento.

Início da teoria

Entre as mariposas-das-bétulas normais, de coloração esbranquiçada, mesmo em regiões nas quais as bétulas não são enegrecidas pelo smog, podem-se encontrar, de vez em quando, exemplares negros. Já há vários decênios sabe-se que essas aparentes anomalias são o resultado de um fenômeno genético, a mutação.

Esse termo designa um “desvio” na duplicação do código genético contido nos cromossomos, em função do qual um ser resulta diferente dos genitores em uma ou mais características.

Nem sempre, porém, as mutações resultam em diferenças marcantes, como no caso da mariposa-das-bétulas. Ao contrário, a variabilidade normal observada em cada animal e vegetal depende de mutações quase imperceptíveis que ocorrem ao longo de inumeráveis gerações.

Lei do mais Forte

A propósito da mariposa-das-bétulas, já se viu que, em condições normais, os exemplares mais escuros têm pouca probabilidade de escapar aos predadores e de viver o bastante para reproduzir-se, transmitindo suas características e dando origem a outras mariposas semelhantes.

Em condições incomuns (no caso, a poluição industrial), ao contrário, a for ma negra toma-se um “modelo vencedor”, mais adaptado a sobreviver, mimetizando-se no ambiente modificado.

Esse fato demonstra que algumas mutações geralmente consideradas desvantajosas podem, em cegos casos, revelar-se úteis à sobrevivência dos indivíduos.

Seleção Natural

Para entender o que seja seleção natural é preciso voltar, mais uma vez, à mariposa-das-bétulas, procurando compreender os mecanismos que levaram a raríssima forma negra a tomar-se dominante nas zonas poluídas pelo smog.

Em condições normais, as raras mariposas negras sucumbem rapidamente aos ataques dos predadores e quase nunca chegam a reproduzir-se. Para surgirem outras tornam-se necessárias novas mutações, que são bastante raras na natureza.

Sobre os troncos de bétulas enegrecidas pelo smog, as mariposas negras mimetizam-se bem e, portanto, chegam mais facilmente ao estágio de reprodução; a maioria das mariposas brancas “normais”, por serem muito visíveis nos troncos escuros, são vitimadas pelos predadores, antes de se reproduzirem.

Assim, com o passar das gerações, as mariposas negras se tomarão cada vez mais comuns e as brancas cada vez mais raras, invertendo a relação original.

Charles Darwin

Charles Darwin, o idealizador da teoria evolucionista, definiu mecanismos desse tipo com a expressão seleção natural. Tal termo, porém, não deve induzir a engano, pois seleção natural não subentende a existência de alguma “vontade” que opere uma seleção.

Trata-se, simplesmente, da constatação de um fato: em qualquer população de indivíduos, há aqueles que, por possuírem determinadas características, resultam mais adaptados ao ambiente e, portanto, têm maiores probabilidades que os demais de reproduzir-se e transmitir essas características à própria descendência.

Assim, na geração seguinte, tais características setio mais freqüentes que na precedente. Se essas ligeiras variações se “consagrarem”, repetindo-se por milhares de gerações, poderão conduzir inclusive à formação de espécies diferentes.

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Duas teorias em confronto

Quando Darwin publicou sua obra sobre a evolução dos seres vivos, já existiam outras teorias evolucionistas, a mais famosa das quais era a do naturalista francês Jean Baptiste Lamarck.

O confronto dessas duas teorias – aplicadas à explicação das razões por que a girafa tem pescoço muito longo – deu origem a uma célebre questão científica.

Ambos os estudiosos estão de acordo em relação a um fato: o comprimento do pescoço da girafa é o resultado da adaptação ao hábito de alimentar-se da copa das árvores.

Cada uma das teorias, porém, explica de modo diferente a formação dessa estranha característica. Para Lamarck, os antepassados da girafa, outrora de modesta estatura, estendiam o pescoço ao máximo para poder atingir as folhas que escapavam aos demais herbívoros.

Segundo ele, o contínuo uso de uma parte do corpo conduz ao seu desenvolvimento, que é transmitido à prole. Isso explicaria como, depois de inúmeras gerações, o pescoço da girafa chegou ao comprimento que tem hoje.

Tal teoria poderia aplicar-se ao mecanismo da evolução, não fosse por um detalhe: ao que se sabe, os caracteres desenvolvidos em um indivíduo por meio do “uso” de certas partes do corpo não podem ser transmitidos à descendência.

Explicação

Com base na teoria de Darwin, o pescoço comprido da girafa explica-se pela seleção natural: entre os ancestrais desse animal, os mais favorecidos na competição com os demais herbívoros eram os exemplares que nasciam com pescoço mais longo e que, por esse motivo, tinham maior probabilidade de alcançar a idade da reprodução, transmitindo à prole essa característica.

As mesmas considerações valiam também para seus descendentes e até para outras espécies que superassem em altura qualquer outro herbívoro: nesse caso, todos os exemplares dessas espécies seriam favorecidos, no confronto com os demais herbívoros.

Dentro de uma mesma espécie, aqueles exemplares que tivessem pescoço mais longo sairiam beneficiados na competição com seus próprios parentes.

Mesmo não tendo sido cientificamente comprovada, essa teoria é mais aceita porque harmoniza-se melhor com os dados observados na natureza.

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Ser Vivo: O que é? Conceito, Biologia e Reprodução

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Considerando-se organismos complexos como os coelhos, ou mesmo os protozoários e outros animais inferiores, ou ainda as plantas de qualquer tipo, não existe nenhuma dificuldade real em diferenciá-los de objetos inanimados: suas propriedades de ser vivo são inumeráveis e não permitem qualquer possibilidade de dúvida.

Reprodução

o único atributo que sempre permite diferenciar um ser vivo de um ser inanimado é a reprodução, ou seja, a capacidade que os seres vivos possuem de autoduplicar-se.

Os vírus não se alimentam no sentido exato do termo, não reagem a estímulos, não respiram e podem até ser cristalizados; no entanto, caso encontrem condições apropriadas, reproduzem-se.

Nos organismos mais evoluídos, melhor estruturados, a reprodução acontece de modo aparentemente bastante complexo. Seja qual for o ser vivo, porém, o que ocorre é, no fundamental, um fenômeno muito simples, observado em todos, sem exceção: a duplicação de substâncias denominadas ácidos nucleicos.

Base da vida

E quase certo que a vida sobre a Terra teve origem com a formação dos ácidos nucleicos, grandes moléculas nas quais, de maneira bem precisa e muito complexa, estão ligados entre si átomos de carbono, oxigênio, hidrogênio, nitrogênio e fósforo.

Atualmente existem nos seres vivos apenas duas variedades básicas de ácidos nucleicos: o ácido desoxirribonucleico (conhecido principalmente por sua sigla, ADN) e o ácido ribonucleico (ARN).

Em condições favoráveis, essas moléculas apresentam uma propriedade simplesmente notável: a de autoduplicar-se, “recolhendo” os elementos necessários no ambiente circundante.

Quase todos os seres vivos possuem os dois ácidos nucleicos e os utilizam para a própria reprodução – num processo comandado pelo ADN e instrumentalizado pelo ARN.

A única exceção é constituída por alguns vírus, de estrutura muito simples, que só têm o ARN e reproduzem-se apenas através desse ácido.

Em nosso organismo (bem como no de quase todos os seres vivos) o ADN se acha localizado nos cromossomos, isto é, em organelas existentes no núcleo das células.

Características do ser vivo

Excitabilidade

Tanto um cachorro como um gerânio reagirão sempre, de alguma forma, a uma picada; naturalmente, no caso do gerânio á reação será muito menos ostensiva (e mais demorada), mas sem dúvida existirá.

Crescimento

Quase todos os seres vivos aumentam em massa e volume durante sua existência, ainda que a modalidade e intensidade do crescimento possam variar bastante.

Variabilidade

Entre exemplares da mesma espécie, vegetal ou animal, encontram-se sempre uma ou mais características que variam: coloração, dimensões, forma de determinadas partes, robustez etc.

Essas diferenças são determinadas pelas mutações, “desvios” que frequentemente acontecem na transmissão de caracteres hereditários.

Aproveitamento do ambiente externo

Todos os organismos, para viver, devem aproveitar de algum modo os recursos oferecidos pelo ambiente externo. Esse aproveitamento pode assumir formas extremamente variadas, mas consistem de dois processos fundamentais: a alimentação e a respiração.

A alimentação pode ocorrer pela incorporação de substâncias inorgânicas, ou pela ingestão de substâncias orgânicas de outros organismos.

O primeiro caso é o das plantas dotadas de clorofila, que executam a fotossíntese e fabricam seus próprios compostos orgânicos. O segundo processo é característico de todos os animais (inclusive o homem).

Já o fenômeno da respiração, que se desenvolve tanto nas plantas quanto nos animais, consiste na incorporação e utilização de oxigênio (fundamental para o desencadeamento das reações energéticas que se verificam nas células).

Ambiente e o ser vivo

Os organismos vivos não se limitam a aproveitar o ambiente, mas também o modificam sensivelmente. Um exemplo bastante claro desse fenômeno são as madréporas, corais construtores de recifes.

Esses organismos vivem nos mares quentes, onde crescem continuamente, formando colônias mais ou menos compactas e ramificadas. A principal substância que constitui seu esqueleto é o carbonato de cálcio, ou seja, a matéria-prima da rocha calcária.

Uma colônia pode crescer num ritmo superior a lo cm por ano. Desse modo, com o passar do tempo formam-se os grandes rochedos coralinos ou barreiras de coral, compostas de massas calcárias com dezenas de metros de espessura e vários quilômetros de comprimento.

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